Leia também:
X No caminho errado

3 coisas que Deus não vai fazer

O Senhor não vai eliminar o sofrimento do mundo

Edvaldo Oliveira - 07/08/2021 07h00

3 coisas que Deus não vai fazer Foto: Pixabay

Irmãos, Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos” (Efésios 3.20 NAA). Ele é onipotente, tem poder sobre todas as coisas, e não há nada que Ele não possa fazer.

Eu quero ler com você o texto em Jeremias 32:17 (A Mensagem), em que o profeta diz assim: “Amado Deus, meu Senhor, tu criaste a terra e o céu por teu grande poder, apenas estendendo o braço! Não há nada que não possas fazer”. No versículo 27, Deus fala: “Fique alerta! Sou o Eterno, o Deus de tudo que tem vida. Há alguma coisa que eu não possa fazer?”

E, em Lucas 1:37 (NVI), vemos o diálogo entre Maria e o anjo Gabriel, quando é revelado que ela seria a mãe do Salvador. Diante da pergunta de Maria, argumentando que ela era virgem, o anjo lhe responde: “Nada é impossível para Deus”.

Esses são apenas alguns textos bíblicos que mencionam a onipotência do Senhor. Ele é soberano e todo-poderoso, porém existem coisas que Deus simplesmente não vai fazer, e isso se torna claro quando lemos as Escrituras. Volto a repetir: não que Ele não possa fazer, mas Ele não vai fazer.

A primeira coisa que eu quero citar é que Deus não vai nos obrigar a servi-lo. Servir ao Senhor é uma escolha nossa. Deus não quer “robôs” o adorando. Entregar a vida a Jesus é uma escolha pessoal e intransferível; algo que ninguém, nem mesmo Deus, vai fazer por você.

A vontade do Senhor é que todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade e sejam salvos. Então, ao longo de toda a nossa vida, Deus vai fazer de tudo para que sejamos convencidos do nosso pecado, tenhamos plena consciência de que existe a justiça divina e de que, após a morte, haverá uma consequência pelos nossos atos. Porém, de forma alguma, Ele vai tomar essa decisão por nós.

No Éden, Deus orientou o homem sobre as consequências de comer do fruto proibido, mas Ele deixou que Adão e Eva escolhessem obedecê-lo ou não. Essa é uma questão bastante polêmica, pois existe uma linha teológica que não crê no livre-arbítrio. O fato é que, todos os dias, são apresentados diante de nós dois caminhos: o caminho da santidade e o caminho do pecado. Somos livres para escolher por onde vamos caminhar. Deus não vai tomar decisões por nós.

A segunda coisa que eu quero mencionar é que Deus não vai eliminar o sofrimento do mundo. Falo do sofrimento coletivo e do sofrimento individual.

Podemos perceber, na Bíblia, que o sofrimento faz parte da vida humana. Assim, até mesmo aqueles que serviram fielmente ao Senhor, experimentaram algum tipo ou algum grau de sofrimento.

Moisés, por exemplo, sofreu no deserto por mais de 40 anos, liderando um povo incrédulo e rebelde. José era um homem temente a Deus, e, mesmo assim, sofreu desde a sua juventude, sendo traído e vendido como escravo pelos seus irmãos, além de ser acusado e preso injustamente. Jó era um homem íntegro e reto, temente a Deus e que se afastava do mal, e, mesmo assim, teve a sua família destruída, perdeu todos os seus bens e foi atingido por uma enfermidade que o feriu da cabeça aos pés. Os apóstolos foram homens que literalmente deram a vida pela pregação do evangelho, e sofreram mortes terríveis por causa disso. O próprio Jesus experimentou o ápice do sofrimento na cruz, porque, além da dor física, Ele sofreu ali pelos pecados de toda a humanidade. E, antes de ir para junto do Pai, Jesus nos alertou de que, no mundo, teríamos aflições (João 16:33). Portanto, Deus não vai tirar o sofrimento do mundo. O que Ele faz é nos dar forças para que consigamos suportar o sofrimento.

Em 2Coríntios 12, Paulo escreveu que o poder de Cristo trabalha em meio à nossa fraqueza (v. 9). Desse modo, o apóstolo conseguia encarar, com alegria, as suas limitações e lidar com a sua incapacidade diante dos abusos, dos problemas e da oposição que sofria, simplesmente permitindo que Cristo assumisse o controle, pois, quanto mais fraco Paulo se apresentava diante de Deus, mais forte o Senhor o tornava.

Se um dia foi apresentado a você um “evangelho” que o isenta do sofrimento, quero trazê-lo de volta à realidade, esclarecendo que, no mundo, teremos aflições, sim, mas o Senhor nos fará fortes para suportá-las e superá-las.

E a terceira coisa que entendo que Deus não vai fazer é a seguinte: Deus não vai ignorar os nossos pecados se não confessarmos Jesus como nosso Senhor e nosso Salvador.

É um engano, irmãos, pensarmos que, no final, poderemos acertar-nos com Deus simplesmente porque Ele é amor. Sim, Ele é amor, mas Ele também é justo! Ele é tão justo que já providenciou o sacrifício perfeito pelo perdão dos nossos pecados. Jesus morreu em nosso lugar na cruz, e somente por intermédio dele podemos achegar-nos ao Pai.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14:6 NVI). Temos que nos apropriar dessa verdade, reconhecer que somos falhos, pecadores, e entregar nossa vida a Cristo!

Vamos orar?

Senhor, reconhecemos a Tua onipotência e sabemos que nada é impossível para Ti. Tira de nós toda dúvida, toda incerteza e todo sentimento que não vem do Senhor. Perdoa-nos porque, muitas vezes, não damos ouvidos à Tua Palavra e queremos adaptá-la de acordo com a nossa conveniência. Não desistas de nós, Pai! Queremos Te servir e Te adorar, mesmo que tenhamos que passar por sofrimentos nesta vida, pois sabemos que existe um prêmio maior que está à nossa espera na eternidade. Nós oramos e Te agradecemos em nome de Jesus. Amém.

 

 

Edvaldo Oliveira é coordenador e idealizador do Ministério Minuto com Deus. É formado em Teologia Ministerial pelo Seminário Cristo para as Nações e em Administração de Empresas. Mora em Belo Horizonte e congrega na Igreja Batista Videira.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.