Resgate de animais

Exige-se perícia e cuidado de quem opera e realiza essas ações

Vinícius Cordeiro - 31/08/2017 10h07

Resgate de animais / Foto: Divulgação

Muitas vezes, nos centros urbanos, temos a necessidade dos serviços de captura e resgate de animais. É necessário perícia, conhecimento e até coragem para realizar tal empreitada. Não apenas animais domésticos, como cães e gatos, são alvos dessas ações, mas também cavalos, aves, macacos, animais silvestres em geral e, eventualmente, até jacarés. São animais que se encontram em situação de risco, ou de emergência, de abandono, como animais em cima de árvores, telhados, postes de energia.

Necessário se faz salientar que as ações envolvem riscos, não só quanto à integridade física dos resgatistas, como também de terceiros, da saúde e do patrimônio privado e público. Exige-se perícia e cuidado de quem opera e realiza essas ações, sobretudo, que seja priorizada a integridade e saúde dos animais.

Há firmas e pessoas que prestam serviço privado de captura a empresas, condomínios, protetores, pessoas dispostas a fazer o bem, no tocante ao controle da população de animais de rua e no socorro aos animais. Esses serviços, comuns na cidade do Rio de Janeiro, são em geral voltados para a captura de animais domésticos. Contudo, há ainda a necessidade de captura de animais silvestres, procedida pelo Corpo de Bombeiros (serviço 193), ou pelo Ibama, que resgata animais em cativeiros ilegais. Lembramos que, no caso de equinos (cavalos), deve ser acionado o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), ligado à secretaria municipal de saúde da sua cidade.

A Guarda Municipal orienta a população sobre o resgate de animais silvestres: ao flagrá-los em área urbana ou em qualquer situação de risco fora do seu habitat, deve-se acionar a equipe da Patrulha Ambiental para um resgate seguro. O manuseio não é aconselhável. No Rio de Janeiro, os agentes podem ser acionados por meio do telefone 1746, que funciona 24h.

Na cidade do Rio de Janeiro, temos alguns serviços privados de resgates conhecidos, com bons profissionais, cadastrados na Prefeitura; todos de caráter privado, de preços variados, que resgatam desde animais domésticos a silvestres. Há também serviços públicos, em pelo menos quatro cidades do Brasil: Florianópolis (SC), Cachoeirinha (RS), Pouso Alegre (MG) e Salvador (BA).

O SamuVet, como foi batizado, é um serviço gratuito de resgate e transporte para animais de rua acidentados e que precisam de socorro veterinário. São carros adaptados que funcionam como uma unidade móvel de suporte às clínicas para as quais os animais são encaminhados para o tratamento.


Vinicius Cordeiro é advogado, ex-Secretário de Proteção Animal do Rio de Janeiro.
Bruna Franco é ativista, dirigente da ONG Celebridade Pet.