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O santo remédio

Israel Belo - 22/10/2019 05h00

“A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como o são umas poucas palavras boas”. (Sigmund Freud)

Nosso conceito de felicidade tende a ser fortemente, e talvez totalmente, influenciado pelos valores predominantes em nossa época.

Nossa época rejeita a ideia da confiança em Deus, preferindo a autoconfiança como suficiente ou a superstição como potente.

Nossa época rejeita o estilo de vida proposto por Jesus, que fez da paz o nosso alvo, do amor ao próximo o nosso desejo, da misericórdia a nossa respiração, da dependência de Deus a nossa prece, da justiça o nosso compromisso, da simplicidade o nosso tesouro (Mateus 5 e 6). Devemos buscar aquilo que nos faz feliz e não aquilo que nos impõem como sendo o que nos faz feliz. Felicidade não vem de fora, nem de coisas. Vem de ouvir e praticar as Palavras de Jesus.

Nossa época tem uma relação confusa com os remédios no caso das dores da alma. De um lado, manda que tomemos medicamentos para todo tipo de dor, logo no seu início. De outro lado, rejeita o uso de medicamentos, como se usá-los fosse sinônimo de falta de confiança em Deus. O certo é que devemos tomar remédio quando o sofrimento emocional tiver se tornado insuportável, tendo falhado o autoaconselhamento, o aconselhamento ou a psicoterapia, que também não devem ser abandonados.

Nossa época idolatra ou odeia os remédios, que, uma vez necessários, devemos usar como providências de Deus para nós, mas jamais deverão tomar o lugar dele. Na verdade, o primeiro remédio a tomar é a confiança em Deus, que não está à venda. É confiando em Deus que os remédios de que precisamos farão os efeitos para os quais foram criados e receitados.

“Confiem sempre no Senhor, porque o Senhor Deus é uma rocha eterna”. (Isaías 26.4)

Israel Belo é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, graduado em Teologia e Comunicação, pós-graduado em História, mestre em Teologia e doutor em Filosofia.

 

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