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CPI quer enquadrar Bolsonaro em crime de responsabilidade

Para Renan Calheiros, está comprovado que presidente cometeu prevaricação

Pleno.News - 10/08/2021 09h24 | atualizado em 10/08/2021 09h47

Senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, afirmou na segunda-feira (9) que o presidente Jair Bolsonaro deve ser enquadrado em crime de responsabilidade pela comissão. De acordo com Calheiros, já está comprovado que Bolsonaro cometeu crime de prevaricação no caso das suspeitas de irregularidades na tentativa de compra da vacina Covaxin pelo governo federal.

– A perspectiva é [de] que, no caso do presidente da República, no andamento da investigação, ele seja enquadrado em crime de responsabilidade; ele e outros agentes públicos. Eu parto do pressuposto de que já há uma comprovação de crime de prevaricação. Ele próprio reconheceu que recebeu os irmãos Miranda – disse o senador em entrevista ao programa Roda Viva.

Calheiros se referiu à denúncia que o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, teriam feito ao presidente Bolsonaro sobre as suspeitas de corrupção na negociação das doses da Covaxin.

Sobre o desfile de tanques de guerra em Brasília nesta terça-feira (10), dia em que a Câmara dos Deputados vai analisar a PEC do voto impresso, o senador afirmou que se trata de uma utilização indevida das Forças Armadas por parte de Bolsonaro.

– Isso é mais uma tentativa de intimidação [por parte] do presidente da República – disse Calheiros.

O senador criticou ainda o que chamou de “timidez” do Poder Legislativo na reação aos atos de Bolsonaro.

Na opinião de Calheiros, a proposta de voto impresso é uma “cortina de fumaça” contra a democracia, e Bolsonaro precisa ser responsabilizado pelas ameaças que tem feito às eleições de 2022.

Em relação ao pleito do ano que vem, o senador evitou dizer se apoiará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Calheiros, os dois marcaram uma conversa para depois do fim da CPI, “para não envolver o presidente [Lula]com a comissão parlamentar, nem a comissão com o presidente [Lula]”.

*AE

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