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Ministro promete ‘surpresa’ ao julgar chapa Bolsonaro-Mourão

Corregedor do TSE irá votar sobre cassação da chapa que elegeu o presidente

Gabriela Doria - 26/10/2021 17h32 | atualizado em 26/10/2021 17h54

Ministro Luis Felipe Salomão deixa o TSE nesta sexta-feira (29) Foto: TSE/Carlos Moura

O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Felipe Salomão, tem dito a colegas da Corte que haverá uma “surpresa” ao declarar seu voto no julgamento das ações que pedem a cassação da chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão. O julgamento começará na noite desta terça-feira (26). A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

O posicionamento de Salomão é um dos mais aguardados do caso. Isto porque o ministro é o responsável por conduzir a apuração no TSE. Apesar de não adiantar detalhes do seu voto, espera-se que o ministro faça um discurso repleto de alfinetadas ao presidente.

Ainda de acordo com o colunista, outros ministros também não sabem qual será a “surpresa” de Salomão. O que se sabe, porém, é que o julgamento deve ser concluído ainda nesta semana, para que o corregedor consiga participar de todo o processo. Salomão deixará o tribunal nesta sexta-feira (29).

Os processos em julgamento no TSE hoje acusam Bolsonaro e Mourão de abuso de poder econômico e de uso indevido dos meios de comunicação durante as eleições de 2018. A chapa supostamente teria contratado empresas de disparo em massa de conteúdos contra o PT.

TSE PEDE A MORAES PROVAS DE INQUÉRITOS CONTRA BOLSONARO
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luis Felipe Salomão, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, pediu o compartilhamento das provas colhidas nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos que atingiram a base do presidente Jair Bolsonaro, com a investigação aberta em agosto para apurar as críticas do chefe do Executivo ao sistema eletrônico de votação.

O pedido foi encaminhado nesta segunda-feira (25) ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que já autorizou o envio do material para subsidiar ações eleitorais que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, previstas para serem julgadas na tarde desta terça-feira (26).

As provas solicitadas vão ser usadas para aprofundar linhas de investigação que miram a preparação e a realização de manifestações no feriado do 7 de setembro, transmissões ao vivo contra as urnas eletrônicas e possível propaganda política antecipada. Salomão avalia que a apuração em curso no TSE pode gerar futuras ações eleitorais relacionadas ao pleito de 2022.

Foi dentro do inquérito na Corte Eleitoral que o ministro determinou a suspensão do repasse de valores a título de monetização a canais e perfis apoiadores de Bolsonaro no YouTube, Facebook, Instagram, Twitter, TwitchTV e GETTR.

A investigação foi uma das reações mais duras do Judiciário contra as suspeitas levantadas pelo presidente sobre a segurança das urnas. O inquérito administrativo foi instaurado depois que Bolsonaro organizou uma transmissão ao vivo pelas redes sociais e usou a estrutura do Palácio da Alvorada e da TV Brasil para exibir vídeos contra o sistema de votação.

Ao abrir a apuração, Salomão viu indícios de abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea. O ministro deixa o tribunal nesta semana e será substituído pelo colega Mauro Campbell na Corregedoria e na relatoria da investigação que atinge o presidente.

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