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Sem-teto sobre mulher de personal: “Voz doce, pele macia”

Givaldo Alves afirmou ainda que é "um homem amante das mulheres"

Pleno.News - 24/03/2022 18h45 | atualizado em 25/03/2022 10h00

Sem-teto foi espancado porque teve relações sexuais com esposa de personal trainer, em Planaltina (DF) Foto: Reprodução/SBT News

O sem-teto Givaldo Alves, de 48 anos, que foi espancado após ter relações sexuais com a esposa do personal trainer Eduardo Alves, disse que é um “amante das mulheres”. Ele deu declarações durante uma entrevista concedida ao portal Metrópoles.

Givaldo negou que tenha estuprado a mulher de Eduardo. O morador de rua voltou a dizer que a relação foi consensual.

– Sou um homem amante das mulheres, eu sei que delas viemos, para elas vivemos, com elas sofremos e depois morremos – afirmou o sem-teto.

Ele relatou ainda que chegou a trocar socos com o educador físico. No entanto, Givaldo contou que Eduardo não proferiu palavra a ele.

– Eu nunca ouvi a voz dele. Só a dela. Ela tem uma voz doce, envolvente, uma pele macia e quente, ela tem tudo – falou.

Ainda segundo a versão de Givaldo, a própria esposa do personal trainer o convidou para entrar no veículo.

– Eu andava pela rua e ouvi um grito: “moço, moço”. (…) Olhei para trás e só tinha eu. (…) E ela confirmou comigo dizendo: “Quer namorar comigo?”. (…) “Moça, eu não tenho dinheiro, sou morador de rua. Não tenho dinheiro nem para te levar ao hotel”. Então, ela disse: “Pode ser no meu carro” – relatou.

Em outro momento da entrevista, o homem conta que as imagens das câmeras, que flagraram as agressões sofridas por ele, comprovariam que não houve estupro.

– Deus me colocou em um lugar cercado por câmeras que comprovam não ter havido nada disso [estupro]. Se fosse outro morador de rua, possivelmente já estaria preso – relatou.

Givaldo alega também que só tomou conhecimento de que a mulher era casada quando recebia atendimento médico no hospital. Até aquele momento, ele diz ter achado que estava sendo vítima de uma retaliação após testemunhar um motorista em um carro arrastando propositalmente uma mulher na região alguns dias antes.

O morador de rua, que é baiano, contou que foi casado, tem uma filha de 28 anos, e peregrinou por cidades da Bahia, Tocantins, Minas e Goiás até chegar a Brasília. Na capital federal, ele estaria vivendo uma rotina nas ruas entre abrigos públicos e casas de passagens.

Em função da briga com o personal, Givaldo teria sofrido um edema no olho e ficou com a costela quebrada. Questionado se estaria arrependido de estar envolvido no caso, o homem disse que, se pudesse, não teria olhado quando a mulher o chamou.

– Se eu pudesse, não olharia para trás, para aquela voz – completou.

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