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Nicolás Maduro chegou a fazer "coraçãozinho" para Lula

Gabriela Doria - 31/07/2020 16h20 | atualizado em 31/07/2020 17h28

Nicolás Maduro fez “coraçãozinho” para Lula Foto: Reprodução

Para celebrar os 30 anos do Foro de São Paulo, o PT e a nata das ditaduras latino-americanas participaram de um debate online na terça-feira (28), em que não faltaram ataques ao imperialismo americano e à contribuição do capitalismo para a pandemia de coronavírus.

O evento reuniu os ditadores da Nicarágua, Daniel Ortega, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além do líder do regime ditatorial cubano, Miguel Díaz-Canel.

Foi mediado pela dirigente petista Mônica Valente, secretária-executiva do Foro, que reúne 123 partidos de esquerda de 27 países da América Latina e do Caribe.

Apesar da presença estrelada, o debate teve audiência pífia, com menos de 800 visualizações até a tarde desta sexta (31) no canal do PT no YouTube, que o transmitiu conjuntamente com a Presidência de Cuba.

– Desde o seu surgimento o Foro demonstrou que eram factíveis novos objetivos de luta, de construir uma sociedade mais justa e com igualdade de oportunidade para todos – disse Valente na abertura, após chamar Ortega, Maduro e Diáz-Canel de “companheiros”.

Criado em 1990 por inspiração do então ditador cubano, Fidel Castro, e do petista Luiz Inácio Lula da Silva, o Foro de São Paulo viveu seu auge na primeira década deste século, quando diversos presidentes de esquerda chegaram ao poder.

No poder desde 2007, à frente de um regime que persegue de forma violenta opositores e a imprensa, o nicaraguense Ortega criticou o que chamou de abusos cometidos pelos americanos.

– Eles dizem que são os pais da democracia, mas são os pais do colonialismo, do imperialismo, do terrorismo, da violação dos direitos humanos dos nossos povos – declarou, ao lado de sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo.

Após mandar “nosso abraço e nosso carinho para Lula, que está no nosso coração”, o ditador nicaraguense culpou o capitalismo pela pandemia.

– O capitalismo é o maior vírus, a própria essência do egoísmo e da maldade – afirmou ele, que no início da pandemia tinha atitudes negacionistas, até explodirem os casos da doença.

Em sua fala, Maduro fez gesto de coraçãozinho com as mãos para o PT e atacou duramente Bolsonaro, a quem chamou de “uma desgraça para o povo do Brasil”.

Oficialmente, a Venezuela registra 158 mortes, mas há suspeitas de que o número real seja bem maior.
Embora lidere um regime que prende e cassa opositores, Maduro pregou em sua fala a tolerância e o fim do sectarismo da esquerda.

– Devemos nos caracterizar pela inclusão, o debate plural, democrático – afirmou o ditador, que chamou o Foro de São Paulo de “a grande força democratizadora da América Latina e do Caribe”.

*Folhapress

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