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Famílias se despedem de alunos cristãos atacados em Uganda

No último domingo, 37 estudantes foram sepultados

Natalia Lopes - 20/06/2023 18h23 | atualizado em 20/06/2023 18h24

Famílias se despedem de alunos cristãos atacados em Uganda Foto: Portas Abertas

Os pais das crianças e familiares das vítimas do ataque à Escola Secundária Lhubiriha, em Mpondwe, Oeste de Uganda, sepultaram as vítima no último domingo (18).

O ataque, que aconteceu na sexta (16), foi executado pelo grupo rebelde Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês). Os extremistas invadiram os dormitórios da escola e mataram 37 estudantes e quatro residentes. Ainda não se sabe o número exato de vítimas sequestradas, mas os relatos iniciais oscilam entre sete e doze estudantes.

SONO INTERROMPIDO
Mary Masika, que vive em frente à escola, conta que as crianças costumavam cantar hinos antes de dormir, mas, naquela noite, a rotina foi interrompida pelo ataque.

– Eu as ouvi gritando.

No domingo, parceiros locais da organização cristã Portas Abertas foram autorizados a entrar e documentar os quartos incendiados dos meninos. Eles descrevem a cena como “devastadora”. Ainda há policiais trabalhando no local para coletar os restos mortais de estudantes. Muitos corpos estão irreconhecíveis, por isso será necessário o exame de DNA para identificá-los. Esse processo aumenta ainda mais o sofrimento da família.

– Os militantes perguntaram se havia algum muçulmano entre os estudantes e pediram que eles se afastassem, pois não os atacariam – relata um sobrevivente do ataque.

TOQUE DE RECOLHER
O ataque afetou profundamente a comunidade. As Forças Armadas de Uganda (UPDF, da sigla em inglês) intensificaram a presença na região e instauraram um toque de recolher a partir das 19h. O capelão da escola de Lhubiriha contou aos parceiros locais que muitos pais não querem deixar os filhos na escola. “

– Eles telefonam perguntando sobre as crianças e dizem que preferem morre com os filhos em casa do que saber que eles foram massacrados em um ataque como o da última semana.

O contexto violento é reflexo dos ataques extremistas no país vizinho, República Democrática do Congo, que agora está atingindo Uganda e ameaça se espalhar por outros países da região.

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