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Quem é Flávio Rocha, o favorito para substituir Wajngarten

Almirante, considerado um militar conciliador e de diálogo, é figura constante ao lado do presidente Bolsonaro

Pleno.News - 26/02/2021 08h14 | atualizado em 26/02/2021 09h21

Almirante Flávio Rocha Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro deve promover, em breve, uma troca no comando da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). O escolhido para substituir o atual secretário, Fábio Wajngarten, deve ser o almirante Flávio Rocha. O militar, amigo pessoal de Bolsonaro, chefia atualmente a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE).

A mudança foi articulada para tentar pôr um fim nos desentendimentos na comunicação do governo, sobretudo entre Wajngarten e o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Há tempos que os dois estavam completamente desalinhados. A Secom é responsável pela comunicação oficial do governo e pelo repasse de verbas publicitárias.

O próprio presidente tem reconhecido que a área está muito aquém do que poderia ser, especialmente para lidar com crises de imagem, como na pandemia e na recente demissão do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco.

Apesar da troca, a tendência é a de que Bolsonaro mantenha Wajngarten no seu entorno como assessor especial, já que empresário é visto como um aliado fiel e uma pessoa inteligente, que pode seguir colaborando com o governo. Além disso, ele é muito próximo dos filhos do presidente e do grupo ligado a Olavo de Carvalho.

Com um perfil oposto, o almirante Flávio Rocha é considerado um militar conciliador e de diálogo. Sem deixar a ativa, entrou no governo no ano passado e é figura constante ao lado do presidente nos eventos do Planalto. Segundo um ministro, o almirante é “bom de jogo”, fazendo a ponte política entre Bolsonaro e outros setores.

Nos últimos meses, Rocha ampliou sua proximidade com Fábio Faria e integrou a delegação que promoveu uma espécie de “road show” pela Ásia para avançar nas discussões sobre a adoção da tecnologia 5G. Como fala seis línguas, o almirante tem ajudado também nas conciliações diplomáticas com outros países, como no caso com a China.

*Estadão

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