Leia também:
X RJ: Polícia prende 2º pintor por morte de idosa e diarista

Empresa contratada pelo PL diz que urnas podem ser fraudadas

"Se existe equipamento, existe falha", diz presidente do Instituto Voto Legal

Monique Mello - 12/06/2022 15h34 | atualizado em 13/06/2022 15h05

novo modelo de urna
Novo modelo de urna eletrônica Foto: Divulgação/TSE

O engenheiro Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, afirmou que as urnas podem ser fraudadas. A empresa foi contratada pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, para auditar as eleições deste ano. O chefe do Executivo anunciou esta medida no mês passado.

Rocha disse que todo equipamento eletrônico tem risco de invasão, não havendo nenhum perfeito.

– Sim, [a urna] é passível de fraude, em tese. Do ponto de vista de ataque, todo equipamento eletrônico tem risco de invasão. Não existem equipamentos perfeitos, que não tenham erros. Se existe equipamento, existe falha eletrônica. Se existe programa, existe erro. Se existem pessoas envolvidas, existem falhas humanas e intenções malignas – disse em entrevista ao portal R7 nesta sexta-feira (10).

O engenheiro defendeu que a intenção da auditoria é tão somente dar mais transparência ao pleito eleitoral, bem como identificar oportunidades de melhoria no sistema.

– A nossa missão é procurar trazer o máximo de informação para tranquilizar a todos sobre o processo eleitoral brasileiro – afirmou.

Ainda sobre a vulnerabilidade de qualquer equipamento eletrônico, Rocha aponta que 95% das quebras nascem de falhas humanas.

– Além de quase 70% [das invasões em sistemas] nascerem dentro das organizações, estatísticas apontam para em torno de 95% das quebras nascerem de falhas humanas. Ou seja, a tecnologia não é infalível, não é perfeitamente assertiva. Por isso, a importância da auditoria para comprovar a assertividade estatística – argumentou.

Ao ser questionado sobre como vê a participação das Forças Armadas no pleito eleitoral, Rocha diz achar positivo.

– A criação da comissão e a participação das Forças Armadas nessa comissão é positiva. A questão é que os militares não são apenas militares, há os militares engenheiros, militares cientistas, militares especializados na área de segurança da informação, enfim, e são justamente esses militares técnicos que estão discutindo o pleito com o TSE – pontuou.

O engenheiro garantiu ainda que jamais houve ataque ao sistema eleitoral por parte dos militares integrantes da comissão.

– Eu posso lhe garantir que ninguém desse grupo [dos militares que fazem parte da comissão] jamais teve ou tomou qualquer medida para atacar o sistema eleitoral. Foram contribuições técnicas e pertinentes de pessoas cuja intenção é melhorar o pleito – completou.

Leia também1 Randolfe pede explicações da Defesa sobre ofício ao TSE
2 TSE emite nova resposta a ofício do Ministério da Defesa
3 TSE: Bolsonaro vai falar com a Defesa, após ofício de militares
4 Luciano Hang rebate Miriam Leitão: “Vá para Venezuela”
5 "Eu e Ciro Gomes estamos no mesmo lado", diz Simone Tebet

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.