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Rede Globo mostra conversão de vilã dentro do presídio

Cena da novela A Dona do Pedaço dividiu opiniões dos telespectadores

Camille Dornelles - 16/11/2019 16h04 | atualizado em 16/11/2019 17h20

Novela A Dona do Pedaço retrata conversão dentro de presídio Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (15), a Rede Globo mostrou uma cena de conversão dentro do presídio. Na novela A Dona do Pedaço, a vilã Josiane (Agatha Moreira) se converteu ao aceitar a Jesus em um culto.

A retratação foi bastante comentada pelo público e dividiu opiniões de telespectadores. A personagem de Ana Furtado, Gerusa, foi a responsável por levar a vilã até a reunião religiosa. Gerusa é uma ex-faxineira que matou o seu marido para não sofrer mais violência doméstica.

Ana Furtado é católica e disse que acredita na redenção de qualquer pessoa.

– Para Deus, nada é impossível. Gerusa está ali porque cometeu um crime e, ainda assim, ela tem certeza de que conseguiu o perdão a partir dessa entrega dela e desse amor a Deus – comentou a atriz.

Enquanto a artista elogiou, grupos de evangélicos criticaram a falta de acurácia sobre capelania dentro de presídios. Para o pastor Rodrigo Cunha Silva, que há 15 anos é agente religioso no Presídio Diomedes Vinhosa Muniz, em Itaperuna, de segurança máxima, a intenção da Rede Globo com a cena é uma tentativa de “ridicularizar os evangélicos”.

– Tudo o que a Rede Globo faz é para esculachar e ridicularizar os evangélicos e a fé cristã em geral, englobando até a igreja católica. Nesse tempo de muita polarização política, mais do que nunca a fé cristã será perseguida. Principalmente demonstrando que a fé cristã não é dirigida por pessoas sérias.

Ainda de acordo com o líder religioso, que atua em um presídio de segurança máxima, onde estão criminosos mais perigosos, a cena da novela não tem paralelo com o que realmente acontece nas prisões.

– Nos presídios não acontece nada desse jeito [como na novela]. É verdade que no presídio nós tentamos reproduzir os cultos de fora para que os internos se sintam incluídos no culto cristão. Mas sem forçação de barra, sem tentativas de levá-los a crer em Cristo à força. Nos presídios nós trabalhamos através do evangelismo pela Palavra. Não falo isso por ser um pastor batista, há colegas pentecostais, presbiterianos, tradicionais e não-tradicionais que trabalham de maneira séria – observou.

Segundo o pastor, o que reforça esta tese é o fato de que os prisioneiros são pessoas inteligentes e que não seriam facilmente enganados.

– O preso é uma pessoa inteligente, não é porque é preso e pobre que não seja culto. Lá dentro eles estudam, lêem mais do que um monte de gente aqui fora, são bem informados. Então qualquer tentativa de engano seria muito mal vista pelo público do qual nós tentamos evangelizar e converter a Cristo – afirmou.

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