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Youtuber que provocou Jair Bolsonaro queria ser candidato

Wilker Leão anunciou em abril que tentaria conquistar vaga de deputado federal, mas candidatura acabou não se concretizando

Paulo Moura - 19/08/2022 11h58 | atualizado em 19/08/2022 13h08

O youtuber Wilker Leão, que protagonizou uma confusão com o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (18) após provocar o chefe do Executivo na saída do Palácio da Alvorada, tinha intenção de se candidatar a deputado federal nas eleições de 2022. O anúncio chegou a ser feito por Leão em abril deste ano no YouTube. A informação foi publicada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

– Vou me candidatar nestas eleições agora a deputado federal, acreditando que enquanto eleito vou ter muito mais poder para propor alterações legislativas que vão impactar a realidade de cabo e soldado – disse ele, na ocasião.

Como ressaltado pelo próprio youtuber, a ideia de Wilker era entrar para o Legislativo para defender os direitos dos militares – sobretudo de cabos e soldados – classe da qual ele fez parte durante os oito anos em que esteve no Exército Brasileiro.

Para participar da disputa política, o influenciador chegou a assinar, em abril, a ficha de filiação ao partido União Brasil no Distrito Federal. No entanto, a candidatura não se concretizou e, de acordo com a sigla, no último dia 10 de agosto a legenda recebeu o pedido de desfiliação de Wilker e o repassou à Justiça Eleitoral.

SOBRE A CONFUSÃO COM BOLSONARO
Wilker protagonizou uma confusão com o presidente após provocar o líder do País na saída do Palácio da Alvorada nesta quinta. No momento em que Bolsonaro tirava fotos com seus simpatizantes na saída da residência oficial, o youtuber, que gravava tudo com um celular, começou a fazer perguntas e provocações ao chefe do Executivo, quando foi puxado por uma pessoa e caiu no chão.

Ele então passou a xingar Bolsonaro de “vagabundo”, “safado”, “covarde” e “tchutchuca do Centrão”. Na sequência, o presidente entrou no carro oficial para seguir para sua agenda de campanha eleitoral, mas, com a aumento dos xingamentos, saiu do veículo e foi em direção a Leão.

Ao se aproximar, o presidente disse que queria falar com ele, mas acabou esticando o braço na direção do celular do influenciador, que se esquivou e foi logo contido por seguranças.

Após a confusão, Bolsonaro parou para conversar por cerca de 5 minutos com Leão. Entre os temas, os dois falaram sobre mudanças nas regras de delação premiada, as emendas de relator, reforma tributária, posse de armas e aliança com partidos do Centrão. Sobre o último assunto, Bolsonaro destacou que precisa do Parlamento para aprovar as pautas propostas por seu governo.

– Eu preciso aprovar as coisas no Parlamento, certo? Se for para aprovar sozinho, eu sou ditador. Fecha tudo, fecha Supremo, fecha Congresso, fecha tudo e eu resolvo as coisas sozinho. Eu tenho que ter o apoio do Parlamento. Os partidos de centro são quase 300 dos 513 parlamentares. Como vou aprovar um projeto simples de lei dispensando 300 votos? – explicou.

Ainda ao ser questionado por Leão sobre a aproximação com partidos do Centrão, Bolsonaro respondeu que “todo partido tem pessoas que devem alguma coisa” e perguntou ao youtuber se ele achava que o PT não teria. O influenciador respondeu então que achava o PT “um partido de vagabundo”. Ao final, Bolsonaro disse que não há como “ser um presidente 100%”.

– Eu não posso ser um presidente 100%. Vai desagradar um ou outro em alguma coisa, vai desagradar – completou Bolsonaro.

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