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Wellington Dias conquista pasta sonhada por Tebet e desconversa

Ministério do Desenvolvimento Social abriga cifras bilionárias do orçamento

Pleno.News - 22/12/2022 18h15 | atualizado em 22/12/2022 18h38

Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/André Borges

O futuro ministro do Desenvolvimento Social, senador Wellington Dias (PT-PI), se esquivou de responder sobre o futuro da senadora Simone Tebet (MDB-MS) no governo Lula. Ele desbancou a emedebista na disputa pelo comando da pasta, que abriga o programa Bolsa Família e cifras bilionárias do Orçamento. Tebet terminou em terceiro lugar na corrida à Presidência e, no segundo turno, apoiou a candidatura petista contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).

– O presidente Lula sabe do papel que teve e tem a senadora Simone Tebet, assim com outras lideranças importantes. Ele vai permanecer em Brasília, estará dialogando e tem até terça-feira [para finalizar a escalação dos ministros] – disse logo após ser nomeado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

– A decisão [de Simone ser ministra]) é certamente desse diálogo e desse entendimento entre o presidente e a senadora. Temos que respeitar – completou.

O engajamento de Tebet na campanha de Lula fez a senadora despontar como favorita a ocupar um cargo-chave na composição da Esplanada dos Ministérios. Ela, porém, sofreu resistência do PT, que vetou o seu nome para a pasta do Desenvolvimento Social sob o argumento de que a coordenação do Bolsa Família deveria ficar com um integrante do partido. A presidente nacional do partido Gleisi Hoffmann ofereceu à senadora o controle da Agricultura ou do Meio Ambiente, mas Tebet teria declinado.

Agora na pasta cobiçada por Tebet, Dias diz ser necessário reestruturar o programa Bolsa Família, que sofreu alterações no governo Bolsonaro, inclusive passando a se chamar Auxílio Brasil. O futuro ministro disse que a sua pasta será condutora de políticas interministeriais, que também devem dialogar com estados, municípios, setor privado e movimentos sociais.

– Durante esses últimos quatro anos tivemos nove mudanças [no Bolsa Família] e isso causou muita confusão, desarticulação e desestruturação das áreas. A gente quer trabalhar integrado com os estados, os municípios e a sociedade – afirmou.

*Com informações da AE

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