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PT vai ao STF e pede afastamento de Salles do Meio Ambiente

Ministro foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira

Henrique Gimenes - 20/05/2021 16h45

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Foto: Agência Brasil/Fábio Rodrigues

Nesta quinta-feira (20), o Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma queixa-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. No documento, eles pedem o afastamento do ministro de seu governo.

A iniciativa foi tomada devido a ação da operação Akuanduba, realizada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (19) após autorização do ministro Alexandre de Moraes. Os alvos foram o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e servidores da Pasta.

O objetivo da operação é apurar suspeitas de participação de Salles e de servidores na exportação ilegal de madeira para os Estados Unidos (EUA) e para a Europa.

No documento, o PT afirma que o ministro deve ser afastado do cargo para não “influenciar nas investigações, inclusive com constrangimentos de testemunhas e perseguição de servidores dos órgãos ambientais”.

Além disso, a sigla apontou que a “atuação do ministro do Meio Ambiente, na sequência dos acontecimentos, revela um total descolamento das atribuições do cargo que exerce, que deveria se pautar pela defesa do meio ambiente e pela fiscalização de atividades ilegais que resultam em dano ao patrimônio ambiental brasileiro. Ao contrário do que se esperava da atuação do ministro, ele vem atuando, segundo narrado na notícia crime citada, em defesa dos interesses dos madeireiros que realizaram as extrações ilegais e criminosas”.

O partido ainda afirmou que “não há nenhum sentido em um ministro do Meio Ambiente ser conivente com crimes ambientais e ainda por cima viabilizar meios para que aconteçam. É um total disparate para o Brasil, ser um dos maiores detentores da biodiversidade do planeta e permitir ter em seu comando um agente, categoricamente assumido como contrário a todo tipo de preservação ambiental”.

Entre os crimes apurados pela PF estão os de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando. No total, foram cumpridos mandados no Pará, em São Paulo e no Distrito Federal.

Salles chegou a falar sobre ação desta quarta-feira e disse achar que a operação foi exagerada. Para ele, o inquérito da Polícia Federal foi instruído de maneira a “induzir o ministro relator”, Alexandre de Moraes, “a erro”.

Além disso, o ministro apontou que a suspeita envolvendo exportações de madeira para os EUA se deve à falta de documentos da carga e disse que “o ministério sempre, e o Ibama, da mesma forma, sempre procurou agir de acordo com as regras, com bom senso, com equilíbrio, e isso ficará demonstrado nos autos do inquérito, conforme eles forem instruídos”.

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