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Ministro disse que inquérito da Polícia Federal foi instruído de maneira a "induzir" Alexandre de Moraes a "erro"

Paulo Moura - 19/05/2021 13h15 | atualizado em 19/05/2021 13h34

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, comentou nesta quarta-feira (19) a operação Akuanduba, realizada pela Polícia Federal, que teve como alvos o ministro e servidores da pasta, por suspeita de participação na exportação ilegal de madeira para os Estados Unidos e para a Europa. A jornalistas, o chefe da pasta federal disse que a ação foi exagerada.

– Vou fazer aqui uma manifestação de surpresa com essa operação que eu entendo [ser] exagerada, desnecessária. Todos os demais que foram citados e incluídos nessa investigação estiveram sempre à disposição para esclarecer quaisquer questões. O Ministério do Meio Ambiente, desde o início da gestão, atua sempre com bom senso, respeito às leis, respeito ao devido processo legal – disse.

Ricardo Salles afirmou ainda que o inquérito da Polícia Federal foi instruído de maneira a “induzir o ministro relator”, Alexandre de Moraes, “a erro”. O ministro negou que tenha havido qualquer ilegalidade de sua parte.

– Entendemos que esse inquérito, o pouco que sabemos, [por]que não tive acesso ainda… foi instruído de uma forma que acabou levando o ministro relator, induzindo o ministro relator a erro; induzindo[-o] justamente a dar impressão de que houve ou que teria havido possivelmente uma ação concatenada de agentes do Ibama e do ministério para favorecer ou para fazer o destravamento indevido do que quer que seja – afirmou Salles.

Ele também afirmou que a suspeita envolvendo exportações de madeira para os EUA se deve à falta de documentos da carga e disse que “o ministério sempre, e o Ibama, da mesma forma, sempre procurou agir de acordo com as regras, com bom senso, com equilíbrio, e isso ficará demonstrado nos autos do inquérito, conforme eles forem instruídos”.

– Essa questão dos EUA foi uma carga aparentemente (até onde eu sei, não sei dos detalhes), foi uma carga que foi exportada e, quando chegou aos EUA, eles pediram documentos que não constavam. A presidência do Ibama entendeu, analisando o caso concreto, que a regra que estava sendo invocada era uma regra que já deveria, naquela altura, já ter sido alterada – completou.

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