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Marun: Falta cerca de 40 a 50 votos para a Previdência

Para o ministro da Secretaria de Governo, é necessário convencer alguns deputados indecisos sobre importância da reforma

Henrique Gimenes - 30/12/2017 14h50 | atualizado em 30/12/2017 14h51

Ministro da Secretarira de Governo, Carlos Marun diz que falta entre 40 e 50 votos para a aprovação da Reforma da Previdência Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou, na noite desta sexta-feira (30), que ainda faltam cerca de 40 a 50 votos para o a aprovação da Reforma da Previdência. A declaração foi dada em uma entrevista à Rádio CBN. Ele também voltou a afirmar que não condiciou a liberação de recursos para os estados ao apoio de governadores sobre o tema.

Com a votação da reforma marcada para fevereiro, o governo segue tentando buscar os 308 votos necessários para aprovação na Câmara dos Deputados. Marun diz que, no período que esteve no cargo, já viu um aumento no número de deputados apoiando a proposta. Para ele, a pressão é da sociedade, que está entendendo a necessidade de “acabar com os privilégios da Previdência”. O ministro disse que o governo vai tentar convencer ainda alguns dos deputados indecisos sobre a importância do tema.

– Faltam de 40 a 50 votos. São votos que nós vamos buscar com o apoio da sociedade. Nesse momento é muito importante a participação da sociedade, porque não existe mais argumentos contra a reforma. O que existe é um certo receio de alguma consequência eleitoral. Isso faz com que a gente ainda não tenha os votos necessários. Esse receio, no entanto, está deixando de existir em função da conscientização da sociedade –

Na última terça-feira (26), o ministro afirmou que iria esperar uma “reciprocidade” de governadores interessados em financiamentos de bancos públicos com relação à Reforma da Previdência. A declaração, no entanto, não foi bem aceita pelos políticos. Na quarta-feira (27), governadores do Nordeste enviaram uma carta ao presidente Michel Temer criticando as declaração pedindo que os ministros do governo sejam reorientados “a fim de coibir práticas inconstitucionais e criminosas”.

À rádio, Carlos Marun voltou a esclarecer sua declaração a disse que não condicionou nenhuma liberação de verbas ao tema. Ele afirmou que pretende conversar com “agentes públicos”parceiros do governo. Para ele, foi criada uma narrativa da “chantagem”.

– Eu nunca condicionei e nunca falei que ia condicionar. Na verdade estabeleceu-se essa conversa de chantagem sem que tivesse havido qualquer afirmação peremptória minha nesse sentido. O que eu falei é que vou querer dialogar com todos os agentes públicos, em especial os que são parceiros do governo, no sentido de tentar despertar neles a necessária responsabilidade. E ter responsabilidade nesse momento como agente público é apoiar a reforma da Previdência – ressaltou.

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