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Desembargador que mandou soltar Temer já foi denunciado

Ele foi acusado de formação de quadrilha e estelionato quando ainda era juiz

Gabriela Doria - 25/03/2019 16h45 | atualizado em 25/03/2019 17h19

Desembargador Ivan Athié já se envolveu em polêmicas na carreira Foto: Reprodução

O desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TFR-2), que mandou soltar o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e mais cinco suspeitos na Operação Descontaminação, já foi alvo de outras polêmicas em sua carreira.

Em 2004, quando ainda era juiz, no Espírito Santo, Athié ficou afastado sete anos do cargo porque estava respondendo a acusações de formação de quadrilha e estelionato. O inquérito foi arquivado em 2008 pelo Supremo Tribunal de Justiça por falta de provas. Athié retomou as atividades em 2011.

Em fevereiro 2017, já atuando como desembargador, Athié classificou as propinas da Lava Jato como “gorjetas”.

– Nós temos que começar a rever essas investigações. Agora, tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas uma gratificação, uma gorjeta? A palavra propina vem do espanhol e significa gorjeta. Será que não passou de uma gratificação dada a um servidor que nos serviu bem, como se paga a um garçom que nos atendeu bem? Essas investigações estão criminalizando a vida – disse o magistrado na ocasião.

No ano passado, Athié também declarou-se suspeito para julgar casos relacionados a Fernando Cavendish, ex-presidente da construtora Delta. Na época, descobriu-se que o desembargador já tinha sido cliente do mesmo escritório que defendia Cavendish. Mesmo assim, o empresário e mais cinco pessoas foram beneficiadas por Athié, que converteu a prisão preventiva em domiciliar.

Recentemente, antes de liberar Michel Temer e seus aliados da cadeia, Athié votou pela revogação da prisão de Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear. A estatal é um dos alvos da Operação Descontaminação e pode ter sido usada no esquema de propina de Michel Temer e Moreira Franco.

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