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Cabral diz que Globo sabia de compra de votos para a Rio-2016

Ex-governador disse que emissora recebeu informação privilegiada porque queria comprar direitos de transmissão

Gabriela Doria - 17/09/2020 08h32 | atualizado em 17/09/2020 09h35

Sérgio Cabral e José Roberto Marinho Foto: Reprodução

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral revelou, em depoimentos à Polícia Federal, que o Grupo Globo sabia com antecedência do esquema de compra de votos para que o estado do Rio fosse escolhido como sede das Olimpíadas de 2016.

A informação foi obtida pelo Jornal da Record, que teve acesso aos autos da Polícia Federal envolvendo o ex-governador.

Segundo a reportagem, Cabral teria dito que recebeu João Roberto Marinho no Palácio Guanabara em agosto de 2009. Na ocasião, o executivo se mostrou preocupado com as chances do Rio de Janeiro em sediar as competições. No entanto, Marinho recebeu a garantia do próprio Cabral de que o estado já havia negociado a compra de votos com o dirigente senegalês Lamine Diack, que era presidente da Federação Internacional de Atletismo.

Diack seria responsável por conseguir votos, em sua maioria de representantes da África, mas também do atletismo mundial. Ele teria cobrado propina de R$ 2 milhões para obter os votos para o Rio.

A partir desta informação privilegiada, a emissora teria empenhado todos os esforços para garantir os direitos de transmissão da competição.

Cabral e o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, atuaram pessoalmente junto ao COI para que a Rede Globo tivesse direitos exclusivos sobre a transmissão das competições, tanto em canal aberto quanto em canal fechado.

De acordo com a RecordTV, que está produzindo a série O Lado Oculto Do Império: O envolvimento da Globo na corrupção do futebol, que traz também outros supostos casos de corrupção envolvendo a emissora, Cabral prometeu entregar documentos e provas que confirmem suas acusações contra a Rede Globo.

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