Educação: O exemplo dos Tigres Asiáticos para o Brasil

Aqui, davam ênfase ao ensino superior em detrimento do ensino fundamental

Marco Feliciano - 24/05/2019 10h03

Estudantes tentam o ingresso numa universidade sem a mínima formação Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Alô, irmãos, alô, amigos que me acompanham no Pleno.News. Peço atenção de vocês para abordar um tema muito caro a um país que se propõe se tornar desenvolvido, a educação. Foi através dela que os chamados Tigres Asiáticos (Hong Kong, Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan) alcançaram um acelerado desenvolvimento em poucas décadas. O investimento, principalmente na educação infantil, foi fundamental.

Durante os últimos 20 anos os sucessivos governos brasileiros vêm dando ênfase ao ensino superior em detrimento do ensino fundamental. Isso causa uma inversão, pois estudantes obtêm índices sofríveis nas avaliações do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). A iniciativa de avaliação comparada é feita de forma amostral em mais de 70 países e analisa o desempenho em matemática, ciências e leitura.

Aqui no Brasil, estudantes tentam o ingresso numa universidade sem a mínima formação que embase de forma satisfatória o conhecimento necessário. Na vida acadêmica os desafios dos avanços tecnológicos são imensos e a concorrência impõe limites aos despreparados. Não podemos assistir complacentes estarmos sempre entre os últimos no ranking mundial. Em 2015, foram 70 os países analisados e o Brasil figurou em 63º lugar em ciências, 65º em matemática e 59º em leitura.

Algo tem de ser feito urgente e meios para isso nós temos. O que falta é uma política séria, baseada em técnicas de ensino onde se leva em conta o mérito e não a ideologia com forma de criar militantes ao invés de cientistas. Que esses meios possam levar esse país ao topo dos melhores.

O método de ensino de Paulo Freire, baseado em sua principal obra Pedagogia do Oprimido, separa pessoas em opressores e oprimidos. Do mesmo modo é pregada a liberdade plena para um socialismo perverso e assassino com já assistimos e continuamos a assistir numa reprise sem fim. Como se não bastasse, ainda o alçaram a patrono da educação brasileira, o que também precisa ser corrigido.

Precisamos encontrar uma fórmula de cobrança para quem pode pagar o ensino superior nas universidades públicas. Dessa forma, reverteremos essas verbas para o ensino fundamental. O que vem acontecendo é um gasto maior com 1,5 milhão de estudantes de ensino superior do que com 48 milhões de estudantes do ensino fundamental.

Finalizo pedindo a Deus que ilumine nosso ministro da Educação Abrahan Wentraub para continuar zelando pelos nossos estudantes. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos.

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

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