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A perseguição do Partido Comunista Chinês aos cristão

Os interesses econômicos não justificam nos acovardarmos

Marco Feliciano - 25/07/2020 21h01

Devemos voltar nossas atenções para o que ocorre no outro lado do mundo, na China. Cristãos, irmãos nossos, estão sendo perseguidos pelo Partido Comunista Chinês. Sim, pelo partido que agrega 90 milhões de membros e não representa a vontade popular, pois no comunismo tudo é pelo Estado e para o Estado.

A doutrina cristã é o único meio que milhões de pessoas têm de superarem as vicissitudes da perseguição. Ela é cruel, com execução de familiares e amigos, pela simples discordância da severa ditadura que perdura por décadas na fé de um novo tempo.

Para mim, a responsabilidade é dupla. Como pastor, oro a Deus para dar forças a nossos irmãos cristãos chineses. Já como autoridade legislativa, devo influenciar meus pares e solicitar ao governo que interfira diplomaticamente com veemência esquecendo o pragmatismo perante o governo chinês. Eles precisam manifestar um gesto efetivo de mudança ao tratamento dado aos cristãos naquele imenso país.

Não devemos nos esquecer do exemplo clássico deixado para a história pelo pastor alemão Martin Niemöller. De início ele apoiou o nazismo, mas ao conhecer as intenções de Hitler, se tornou veemente opositor e deixou pensamentos de caráter atual: “Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio, eu não era comunista. Quando eles prenderam os social democratas, eu fiquei em silêncio, eu não era social democrata. Quando vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada, eu não era sindicalista. Quando vieram buscar os judeus, eu fiquei em silêncio, eu não era judeu. Quando eles vieram me buscar, já não havia mais ninguém que pudesse protestar.”

Pastor Martin Niemöller Foto: Reprodução

Não estamos imunes aos tentáculos desse dragão moderno. Se não reagirmos é só questão de tempo para que os ventos dessa desgraça alcance nosso continente. Os interesses econômicos não justificam nos acovardarmos frente a, esse sim, verdadeiro genocídio cultural, com o alijamento social de quem não aceita apostatar da fé cristã.

Finalizo pedindo a Deus que continue a dar graça para que os cristãos chineses superem todos obstáculos e continuem a merecer a Jerusalém eterna. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todo povo chinês.

Marco Feliciano é pastor evangélico e vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional.
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