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Amigo do PT, Rafael Correa é condenado por corrupção

Ex-presidente do Equador recebeu pena de oito anos pelo crime de suborno agravado

Paulo Moura - 08/04/2020 08h59 | atualizado em 08/04/2020 09h18

Lula ao lado de Rafael Correa Foto: Divulgação

O ex-presidente do Equador Rafael Correa foi condenado nesta terça-feira (7) a oito anos de prisão pelo crime de suborno agravado, sentença com a qual também perde os direitos políticos durante 25 anos, segundo decisão da Corte Nacional de Justiça.

Segundo a sentença, Correa e o ex-vice-presidente Jorge Glas, que um de seus colaboradores mais próximos, foram condenados pelo crime de suborno, enquanto a maioria dos cerca de 20 acusados no mesmo caso foram declarados coautores do crime, e duas ex-funcionárias da presidência como cúmplices.

Tanto para Correa como para Glas, o painel de três juízes do tribunal emitiu uma sentença de oito anos de prisão, inabilitando ambos da política por 25 anos.

– A sentença como tal deve ser ratificada ou não em segunda instância. Ainda não foi cumprida nenhuma sentença. Isto deve chegar até a cassação e ser resolvido para ser definitivo – explicou uma fonte judicial sobre a sentença.

O ex-presidente também pode ter de pagar uma quantia por danos, além da reparação integral com a colocação de uma placa com um pedido de desculpas público no edifício da presidência da República.

De acordo com a sentença, Correa liderou uma rede de corrupção entre 2012 e 2016, pela qual recebeu “contribuições indevidas” no palácio presidencial de Carondelet pelo financiamento irregular de seu movimento político, o esquerdista Alianza País, em troca da concessão de contratos milionários a várias empresas, entre elas a Odebrecht.

AMIZADE COM O PT
O ex-chefe equatoriano era figura conhecida, e próxima, de ex-presidentes petistas como Lula e Dilma. Quando Lula foi preso, em 2018, Rafael enviou mensagens de apoio a Lula, também condenado por corrupção.

A proximidade com Dilma Rousseff também era latente. Em 2014, quando Dilma se reelegeu, Correa chegou a dizer que ela “deveria ter vencido por 10 a 1”, mas que não conseguiu por que teve que lutar contra o que ele chamou de “poderes fáticos”.

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