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Ex-ministro disse que o Ministério da Saúde falou com o laboratório "inúmeras" vezes

Pleno.News - 19/05/2021 14h15 | atualizado em 19/05/2021 15h08

Ex-ministro Eduardo Pazuello na CPI da Covid Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues

Na CPI da Covid, as respostas do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a negociação do governo brasileiro para a compra de vacinas da Pfizer culminaram em um bate-boca entre o ex-gestor e senadores.

O clima esquentou após Pazuello afirmar ao relator, Renan Calheiros (MDB-AL), que as propostas da Pfizer nunca teriam ficado sem resposta do Ministério da Saúde.

Segundo Pazuello, foram “inúmeras” as vezes que a pasta falou com a farmacêutica. O ex-ministro argumentou que as negociações enfrentaram desafios em razão das cláusulas do contrato e de questões logísticas, além do preço.

– Essas discussões nos consumiram em setembro e outubro. De agosto a setembro, estávamos discutindo com a Pfizer ininterruptamente. A resposta à Pfizer é uma negociação. Eu estou falando de dezenas de reuniões e discussões. A resposta sempre foi: “sim, queremos comprar”, mas não posso comprar se você não flexibilizar tal medida, se não auxiliar na logística – disse o general.

O estranhamento com Renan se acirrou diante do questionamento de que o ministério teria deixado a farmacêutica sete vezes sem resposta.

– Não houve decisão de não responder a Pfizer. Presidente era informado o tempo todo sobre as minhas conduções, não só da Pfizer. Foi informado por mim em todo o processo, que começou em julho [e foi] até março, quando contratamos a Pfizer; [isso foi feito] pessoalmente por mim – afirmou Pazuello.

O ex-ministro foi, então, perguntado por Renan se a Pfizer estaria mentindo. Ele rebateu dizendo que respondia por si. Pazuello disse ainda que as negociações aconteciam em nível administrativo e que ministros não podem receber empresas para fazer esse tipo de tratativa.

– O senhor [Renan] deveria saber disso. O senhor está dizendo que eu não respondi. Eu respondi centenas de vezes. Respostas foram respondidas inúmeras vezes. Queremos comprar a [vacina da] Pfizer. Nunca fechamos a porta. O senhor me desculpe. Acho que o senhor está conduzindo a conversa – completou o ex-ministro.

*Estadão

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