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Aécio Neves teme que PSDB “acabe” nas eleições de 2022

Parlamentar defende que partido aposte na chamada "terceira via"

Thamirys Andrade - 03/07/2021 17h15 | atualizado em 03/07/2021 18h32

Aécio perdeu o controle do PSDB para grupo aliado a João Doria após derrota nas eleições de 2014 Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

Crítico a uma possível candidatura de João Doria (PSDB) à Presidência em 2022, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) revelou temer que o seu partido encolha e definhe caso escolha se isolar em torno de um “projeto pessoal”.

– Acho que o PSDB tem de ter muito juízo. O que eu temo é que uma candidatura que surja única e exclusivamente em razão de uma vontade pessoal ou da força de uma determinada máquina política possa nos levar ao definhamento. (…) O PSDB tem que tomar um cuidado grande para não acabar nesta eleição. Tem que ter um cuidado grande para não tomar um caminho errado de isolamento absoluto e voltarmos amanhã como um partido nanico na Câmara dos Deputados – avaliou em entrevista ao portal Metrópoles.

“Fervoroso defensor de uma terceira via” contra o bolsonarismo e o petismo, Aécio admite ser “bom que se discuta internamente” uma pré-candidatura tucana, porém, com a possibilidade de apoio a outro nome de fora do partido caso se mostre necessário.

– Seria muito bom se esse candidato fosse do PSDB, que é o meu partido, mas que fosse um nome que pudesse agregar forças políticas. Não adianta termos dois, três, quatro candidatos na chamada terceira via. Aí vamos fortalecer a polarização.

Para ele, a polarização em torno dos nomes de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva deve enfraquecer após as eleições de 2022, trazendo uma chance para o crescimento de partidos de centro. Até lá, em sua avaliação, o PSDB deve se preocupar em “voltar fortalecido ao Congresso e ocupar os espaços que já ocupou no passado”.

– Se essa polarização se confirmar, ela vai gerar um cansaço tamanho na população que, depois de 2022, vai voltar a ter um espaço maior para partidos como o PSDB, que tem projetos para o país, que pensa o país do ponto de vista da economia, do ponto de vista social, que tem uma história para propagar – argumentou.

Segundo as projeções do tucano, há sim possibilidade da terceira via ser bem sucedida nas próximas eleições.

– Hoje vamos ter 25% do eleitorado votando em Bolsonaro em qualquer circunstância e 25% votando no Lula, em qualquer circunstância. Esses outros 50% vão votar não. Não quero Bolsonaro, voto no Lula. Não quero Lula, voto no Bolsonaro. Por isso acho que há espaço para construir uma terceira via, mesmo que ela não comece com números expressivos de intenção de votos.

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