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As Viagens de Gulliver no Brasil de 2020

A obra se adapta a nosso tempo e às discussões que se passam na Terras Brasilis

Marco Feliciano - 26/05/2020 18h20

A política brasileira atual nos remete a nossa infância quando líamos As Viagens de Gulliver. A obra atemporal do irlandês Jonathan Swift narra as aventuras de um cirurgião inglês pelos mares. Após um naufrágio, ele se vê prisioneiro de estranhos habitantes da ilha de Lilliput, onde vivem minúsculos homenzinhos de 16 cm de altura.

Gulliver ganha a confiança do Rei da Lilliput, é libertado e levado à corte onde assiste discussões intermináveis por futilidades sem fim e guerras com vizinhos apenas pela maneira como quebravam ovos. Ou seja, sem motivos nem lógica.

O autor queria com essa narrativa alfinetar as autoridades inglesas, mas quando disse atemporal, foi porque se adapta a nosso tempo e às discussões que se passam na corte das Terras Brasilis. Se instaura inquérito para investigar se o presidente cometeu crimes. As provas apontadas são pueris e sem consistência.

Não bastasse, o vídeo é apresentado de forma espetaculosa e suscita discussões de oposicionistas fanáticos pelo quanto pior melhor. Jornais publicam matérias com chamadas garrafais, mas sem conteúdo. Autoridades fictícias são citadas, o que faz do jornalismo uma desacreditada profissão, mas em outrora era orgulho por buscar a verdade e bem informar.

Finalizo pedindo a Deus que transforme as discussões políticas em nosso país para construir um mundo mais digno e justo. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos.

Marco Feliciano é pastor evangélico e vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional.
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