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Debilitado, Wellington tem dificuldades para ficar de pé e se locomover

Thamirys Andrade - 01/10/2021 16h39 | atualizado em 01/10/2021 17h13

Wellington Macedo está preso na Papuda, no DF Foto: Reprodução

Preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o jornalista Wellington Macedo se encontra fisicamente debilitado e continua sem conseguir comer em razão de seu estado emocional. As informações são da advogada do comunicador, Mônica Holanda, e constam em relatório de servidores do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

– O preso se mostra muito fraco, muito abatido e falando baixo, além de chorar constantemente. Informou que já foi atendido por um médico e por dois psicólogos em momentos distintos, mas que as consultas têm sido protocolares, já que os profissionais não o examinam e apenas perguntam se está tudo bem e o que ele quer – relatou Mônica ao jornal Gazeta do Povo.

Secretários da ministra Damares compareceram ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, no dia 24 de setembro, a fim de averiguar as condições de Macedo. Eles informaram que o comunicador não está em condições físicas de manter-se de pé e tem dificuldades para se locomover para os banhos de sol. A visita foi feita dentro da cela, pois Macedo não pôde ir à sala de atendimento.

O jornalista foi preso no dia 3 de setembro, poucos dias antes das manifestações pró-governo no feriado da Independência. A advogada afirma que a prisão foi decretada após um vídeo do jornalista entrevistando organizadores dos atos. Segundo a defesa, Moraes havia expedido ordem judicial para que Macedo não publicasse mais em suas redes sociais, mas o jornalista ainda não havia sido notificado.

– Não tem nenhuma fala dele sobre invasão ao STF. Ele fez uma reportagem com falas de outras pessoas sobre as manifestações. Ele aparece nos autos como uma das pessoas que promoveram os atos de 7 de setembro, mas a única coisa que ele fez foi divulgar a dimensão dos atos – argumenta a advogada.

Macedo foi preso no âmbito do Inquérito 4.879, que investiga a organização e o financiamento das manifestações. Ele também teve a entrada de renda financeira bloqueada por determinação de Moraes.

Questionada pelo Gazeta do Povo sobre o motivo da prisão, a assessoria de imprensa da Corte disse que o processo é sigiloso.

O jornalista se encontra em cela separada para detentos que precisam cumprir quarentena devido à Covid-19, onde deveria permanecer por 15 dias. No entanto, após 28 dias, ainda não foi transferido e continua sem visitas. Ele não teve contato com ninguém além da advogada e dos quatro integrantes do MMFDH.

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