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Filho de Flordelis esconde telefone em caixa de pizza

Adriano do Carmo foi conduzido à Delegacia de Homicídios

Rafael Ramos - 30/11/2019 13h16 | atualizado em 30/11/2019 18h40

Flordelis ao lado do filho Adriano do Carmo Foto: Reprodução

Filho da deputada federal Flordelis, Adriano do Carmo foi conduzido à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI), na manhã deste sábado (30), durante uma busca feita na casa do chefe de gabinete da parlamentar, Luciano da Silva Gomes.

Adriano é genro de Luciano e estava em sua casa na hora da apreensão. Ele tentou esconder o celular numa caixa de pizza. Os agentes precisar ligar várias vezes para o aparelho do filho de Flordelis até encontrá-lo.

Os policiais também estiveram no gabinete de Flordelis, no Centro do Rio, e na igreja Ministério Flordelis, no Mutondo, em São Gonçalo, onde Luciano é pastor.

Casa do chefe de gabinete de Flordelis Foto: Reprodução

O CASO
O pastor Anderson do Carmo foi assassinado na madrugada do último dia 16 de junho, na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói (RJ). O laudo mostrou 30 perfurações pelo corpo, a maior parte nas costas, peito e região da virilha. Anderson era casado há 25 anos com Flordelis, pastora e deputada federal pelo Rio de Janeiro. Sempre ao lado da esposa, ele atuava como secretário-geral do PSD no Estado.

Dois filhos da pastora, Lucas dos Santos, de 18 anos, e Flávio dos Santos, de 38, estão presos desde o dia 17 de junho, um dia após o crime. Eles foram indiciados pela morte do pastor. O mais velho assumiu ter efetuado seis tiros. Lucas teria ajudado comprando a arma, mas não estaria em casa no momento dos disparos. Os agentes ainda estão investigando os pontos contraditórios.

Um terceiro filho teria afirmado, em depoimento, que não ouviu discussão, barulho de carro ou moto em fuga. Que quando chegou na cena do crime encontrou o irmão Flávio próximo ao pai, caído. Ele garantiu ainda que o celular de Anderson, que está sumido, foi entregue a Flordelis.

Ainda em depoimento, o filho disse que o pastor já recebeu uma mensagem com ameaça de morte e uma das irmãs ofereceu R$ 10 mil a Lucas para que cometesse o crime. Flordelis e três filhas já teriam colocado remédios na comida de Anderson, por isso, sua saúde estava debilitada.

A mãe de Anderson do Carmo, Maria Edna do Carmo, acredita no envolvimento da nora, Flordelis, na morte do pastor. A irmã de Anderson, Michele do Carmo, que recentemente morreu em decorrência de uma anemia, também acreditava que a deputada havia sido a mandante do crime.

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