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Confira o cardápio luxuoso exigido pelos ministros do STF

Refeições incluem lagosta, champanhe e até uísque

Gabriela Doria - 26/04/2019 16h46 | atualizado em 26/04/2019 18h05

Em meio a um rigoroso corte de gastos, o Supremo Tribunal Federal decidiu presentear os ministros e seus assistentes com um novo, e caro, menu gastronômico. Nesta sexta (26), o tribunal liderado pelo ministro Dias Toffoli abriu licitação para contratar um buffet que servirá banquetes dignos de palácios por, pelo menos, um ano. Para isto, o contribuinte vai desembolsar R$ 1,1 milhão.

Veja as iguarias exigidas pelo STF:

PRATOS PREMIADOS
O refinado paladar dos togados inclui pratos com medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bobó de camarão, camarão à baiana, bacalhau a Gomes de Sá, arroz de pato, pato assado com molho de laranja, galinha d’Angola assada, vitela assada, codornas, carré de cordeiro, medalhões de filé, tournedos de filé com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre e outras iguarias que o brasileiro comum desconhece.

“BEBIDAS PERFEITAMENTE HARMONIZADAS”
Conforme o desejo do STF, “as bebidas deverão ser perfeitamente harmonizadas com os alimentos”. Por isso são exigidos dois tipos de espumantes, o brut e o extra brut. Trata-se do método tradicional de produção, cuja maneira é praticamente artesanal e de qualidade superior aos comercializados no varejo. O STF também exige rótulos “que tenham ganhado ao menos quatro premiações internacionais”. O brut deverá ter maturação de pelo menos 12 meses, já o extra brut deverá ter 30 meses.

Além disso, os vinhos deverão ter a variedade de seis tipos de uvas: Tannat, Assemblage, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Para os de origem Tannat, Assemblage e Cabernet Sauvignon, a safra deve ser a partir de 2010. Além disso, todos os vinhos devem ter ao menos quatro premiações internacionais. O Tannat e o Assemblage devem ser obrigatoriamente envelhecidos em “barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso”.

Os vinhos brancos, Chardonnay e Sauvignon Blanc, também passam por um exigente crivo de qualidade: as uvas devem ser colhidas manualmente, por exemplo. Já os uísques puro malte devem ter no mínimo 12 anos. As cachaças que farão as caipirinhas devem ser maturadas em “barris de madeira nobre” por no mínimo dois ou três anos.

ATENDIMENTO DO BUFFET
De acordo com o STF, a empresa que vencer a licitação deverá fornecer pelo menos 2,8 mil refeições, entre almoço ou jantar, 180 cafés da manhã e 180 brunchs, uma espécie de café da manhã mais reforçado e com maior variedade de alimentos. Além disso, deverá haver três tipos de coquetéis que sirvam pelo menos 1.600 pessoas cada.

A empresa também deverá disponibilizar um garçom para cada seis convidados. Já nos eventos menores, é preciso um garçom para cada 10 pessoas.

CRÍTICAS À OSTENTAÇÃO
A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), do partido do presidente Jair Bolsonaro, condenou nas redes sociais a abertura da licitação.

– O presidente Bolsonaro exonerou uma diretora de um hospital que iria dar um jantar de R$ 280 mil. Isso deveria servir de exemplo para todos nesta nação – lembrou a deputada.

Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES), autor de dois requerimentos para instaurar a CPI da Lava Toga, afirmou que se trata de “um abuso” com os brasileiros.

– A licitação é uma vergonha e mais um abuso diante da crise que estamos vivendo. O Congresso tentando aprovar a reforma da Previdência para reduzir gastos, enquanto o Supremo investe em mordomias – declarou.

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