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Covid-19: Bebês vacinados por engano ainda estão internados

Uma das crianças deve receber alta nesta terça, mas a outra ainda apresenta quadros de vômito

Paulo Moura - 07/12/2021 08h41 | atualizado em 07/12/2021 09h11

Criança se preparando para tomar vacina (imagem ilustrativa) Foto: Freepik

Os dois bebês que receberam doses da vacina contra a Covid-19 por engano, em Sorocaba (SP), seguem internados no Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci), na mesma cidade, desde quinta-feira (2). As duas crianças receberam a vacina da Pfizer na última quarta-feira (1°) no lugar da pentavalente, que previne doenças como difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Cruzeiro do Sul, o menino Miguel, de quatro meses, chegou a espumar pela boca, mas se recupera bem e a previsão é de que receba alta nesta terça-feira (7). Já a pequena Liz, de apenas dois meses, ainda estaria apresentando quadros de vômito e fica com o rosto arroxeado em alguns momentos.

De acordo com Ana Cláudia, mãe de Liz, a criança também tem apresentado aspirações intensas, tremulação no globo ocular e cor arroxeada. Ana conta que a situação tem sido traumatizante para ela, que diz estar sofrendo “danos psicológicos” e ressalta que pretende processar a Prefeitura de Sorocaba e o Estado, quando deixar o hospital.

– Não condeno a profissional de saúde que aplicou a dose errada na minha filha, mas existem responsáveis por ela; no caso, é o município. Ela errou, mas, acima dela, têm os chefes. Tem que mudar muita coisa no sistema de saúde da Prefeitura. O posto estava lotado, os funcionários sobrecarregados, passíveis de erros – ressalta.

Questionada, a Prefeitura de Sorocaba disse que o secretário da Saúde, Vinicius Rodrigues, visitou a família para avisar sobre o ocorrido e “ofereceu toda assistência necessária da rede”. A gestão municipal relatou ainda que entrou em contato com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, o Ministério da Saúde e a fabricante da vacina, que relataram casos semelhantes.

A orientação, de acordo com a Prefeitura, foi a de que as crianças permanecessem em observação de 10 a 15 dias. Dessa forma, os bebês foram encaminhados para o Gpaci, para ficar em observação. Um processo disciplinar foi aberto para apurar a postura dos servidores envolvidos no caso.

– A Prefeitura abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apuração da conduta. Por ora, a técnica de enfermagem, que fez a aplicação, foi afastada da sala de procedimentos injetáveis, até a apuração e verificação das medidas que serão tomadas – completou.

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