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WhatsApp nega acordo com TSE para adiar comunidades

Representantes da plataforma se reuniram com presidente Jair Bolsonaro no Planalto

Thamirys Andrade - 27/04/2022 13h19 | atualizado em 27/04/2022 13h43

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Whatsapp Foto: Pixabay

Após reunião de seus representantes com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (27), o WhatsApp emitiu uma nota negando ter firmado um acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que o lançamento das comunidades só fosse implementado após as eleições no Brasil.

Segundo a empresa, trata-se de uma decisão visando o mercado global, tomada pelo grupo Meta, responsável pela rede social.

– É importante ressaltar que a decisão sobre a data de lançamento deste recurso no Brasil foi tomada exclusivamente pela empresa, tendo em vista a confiabilidade do funcionamento do recurso e sua estratégia de negócios de longo prazo. Essa decisão não foi tomada a pedido nem por acordo com o Tribunal Superior Eleitoral – explicou a plataforma.

A empresa reconheceu, entretanto, que assinou um memorando de entendimento com o TSE no início deste ano prevendo medidas para conter a desinformação na rede social.

– Como já informado previamente, o WhatsApp assinou um memorando de entendimento com o TSE no início deste ano que inclui, por exemplo, um chatbot, um canal de denúncias para contas suspeitas de disparos massivos e treinamentos para a equipe da Justiça Eleitoral. Entre outras plataformas digitais, a empresa também é signatária do Programa de Enfrentamento à Desinformação desde 2019. No entanto, nenhum desses acordos com o WhatsApp faz referência à funcionalidade Comunidades ou ao seu momento de lançamento, pois esse tipo de decisão cabe à empresa – ratificou.

Estiveram presentes na reunião Guilherme Horn, chefe do WhatsApp no Brasil, Dario Durigan, chefe de Políticas Públicas para o WhatsApp na Meta Brasil, Murillo Laranjeira, Diretor de Políticas Públicas da Meta Brasil e Eduardo Lopes, Gerente de Políticas Públicas da Meta Brasil.

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, também esteve no encontro. Ele detalhou o teor da conversa em entrevista coletiva logo após a reunião.

– Tivemos reunião agora com o presidente da República e representantes do WhatsApp e da Meta [controladora do WhatsApp] para esclarecimentos do que foi amplamente veiculado na imprensa, nas redes sociais. E o WhatsApp deixou claro, a Meta também, que em nenhum momento atendeu pedido do TSE para que fossem feitas essas mudanças em relação às comunidades apenas após as eleições. Isso não houve. Eles tomaram uma decisão global, olhando concorrentes, mercado mundial – assinalou Faria.

CONFIRA A NOTA COMPLETA DO WHATSAPP:
Como parte de seu diálogo constante com as autoridades dos países em que atua, o WhatsApp participou hoje de uma reunião com o Governo brasileiro para fornecer mais informações sobre o recurso Comunidades e os planos da empresa para sua implementação no país. De acordo com o calendário já divulgado, a implementação da funcionalidade no Brasil ocorrerá somente após o período eleitoral.

É importante ressaltar que a decisão sobre a data de lançamento deste recurso no Brasil foi tomada exclusivamente pela empresa, tendo em vista a confiabilidade do funcionamento do recurso e sua estratégia de negócios de longo prazo. Essa decisão não foi tomada a pedido nem por acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como já informado previamente, o WhatsApp assinou um memorando de entendimento com o TSE no início deste ano que inclui, por exemplo, um chatbot, um canal de denúncias para contas suspeitas de disparos massivos e treinamentos para a equipe da Justiça Eleitoral. Entre outras plataformas digitais, a empresa também é signatária do Programa de Enfrentamento à Desinformação desde 2019. No entanto, nenhum desses acordos com o WhatsApp faz referência à funcionalidade Comunidades ou ao seu momento de lançamento, pois esse tipo de decisão cabe à empresa.

Por outro lado, nos últimos anos, o WhatsApp fez uma série de parcerias estratégicas com o Governo brasileiro que, de acordo com os próprios ministérios e órgãos vinculados, trouxeram eficiência na comunicação do governo e impactaram positivamente milhões de brasileiros, como o chatbot com o Ministério da Saúde no início da pandemia e a conta oficial da CAIXA no WhatsApp para a comunicação com os beneficiários do Auxílio Emergencial.

Estamos no início do desenvolvimento de Comunidades para o aprimoramento do recurso antes de passar à etapa de lançamento global, o que não acontecerá por vários meses. Continuaremos a avaliar o momento exato para o lançamento da funcionalidade no Brasil e comunicaremos a data quando estiver definida. Reafirmamos que isso só acontecerá após as eleições de outubro.

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