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SpaceX demite funcionários que fizeram carta criticando Musk

Ex-colaboradores chamavam Musk de "distração e constrangimento" para a empresa

Paulo Moura - 19/06/2022 09h56 | atualizado em 20/06/2022 12h13

Elon Musk Foto: EFE/ Adam S. Davis

A empresa de foguetes SpaceX decidiu demitir ao menos cinco funcionários após descobrir que eles estariam envolvidos na confecção e distribuição de uma carta com críticas ao fundador da companhia, Elon Musk. No texto, os colaboradores ainda teriam pedido aos executivos que tornassem a cultura da empresa mais inclusiva.

A informação foi divulgada pela agência Reuters com base em relatos de duas pessoas familiarizadas com o assunto. Procurada, a SpaceX não respondeu ao pedido de comentário feito pela agência de notícias. Na última quinta-feira (15), o jornal norte-americano The New York Times publicou que funcionários ligados à carta tinham sido demitidos.

O jornal informou que a presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, enviou um e-mail dizendo que a empresa havia investigado e “demitido vários funcionários envolvidos” com a carta.

Na nota, Shotwell relatou que os colaboradores envolvidos com a correspondência foram demitidos por fazer outros funcionários se sentirem “desconfortáveis, intimidados, oprimidos e/ou irritados porque a carta os pressionou a assinar algo que não refletia suas opiniões”.

No texto, a carta chamava Musk de “distração e constrangimento” para a empresa e trazia demandas como a separação entre a companhia e a marca pessoal de Elon, a manutenção de uma liderança “igualmente responsável por tornar a SpaceX um ótimo lugar para trabalhar” e resposta “a todas as formas de comportamento inaceitável”.

A carta, que foi divulgada pela primeira vez pelo americano The Verge, foi redigida por funcionários da SpaceX nas últimas semanas e compartilhada como anexo em um chat interno de um grupo chamado Morale Boosters, que reúne milhares de funcionários.

Atualmente, boa parte das operações comerciais diárias da empresa são lideradas pela presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell. A executiva prometeu aplicar os padrões de “tolerância zero” da companhia contra o assédio de funcionários.

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