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Conheça o Coronatrack, que detecta o vírus no ambiente

Dispositivo foi criado por pesquisadores brasileiros

Pleno.News - 29/06/2020 14h46 | atualizado em 30/06/2020 11h11

Medidor de carga vira é batizado de Coronatrack Foto: Divulgação/Laramg/Uerj

Uma tecnologia desenvolvida por brasileiros promete mapear a presença de alta quantidade do novo coronavírus em ambientes. Batizado de Coronatrack, o dispositivo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e divulgada pelo laboratório na última semana.

O mecanismo não é inovador, mas, de acordo com as informações divulgadas pela equipe de pesquisadores, é muito mais barato do que os similares estrangeiros. O dispositivo foi criado pelo Departamento de Biofísica e Biometria da universidade.

De acordo com o pesquisador responsável, Heitor Evangelista, ele é portátil e permite que o usuário monitore a presença de vírus por onde circular.

– Ele tem uma mini bomba de ar, que você coloca numa caixinha presa no seu cinto. É ligado em uma mangueira que vai presa na sua gola, crachá ou bolso. Nessa extremidade o sistema captura o vírus, quando eu ligo a bomba ele vai aspirar o ar em volta de você. Ele vai concentrando o vírus e no fim do expediente aquele material com o vírus acumulado é levado ao laboratório para ser analisado – explicou à Agência Brasil.

O Pleno.News entrou em contato com o professor, que explicou que o dispositivo entrou em processo de patente e agora aguarda a documentação do INPI. O mecanismo utilizado é parecido com o de detecção de poeira na mineração.

– O vírus está ligado às partículas no ar, ele não fica livre. Ele se agrega às partículas que já estavam no ar e você inala tudo junto – detalha.

O Coronatrack se mostrou eficiente nos primeiros testes e a equipe está trabalhando no desenvolvimento do produto para fabricação mais ampla e registro de patente. O protótipo está sendo testado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, o hospital-escola da Uerj. A análise da carga viral acumulada no aparelho é feita no Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação (HLA) da Uerj.

Segundo o professor, a equipe busca apoio do poder público ou da iniciativa privada para desenvolver o Coronatrack em larga escala.

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