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Organização critica app do Facebook para crianças

Para especialistas, redes sociais afetam o desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes

Henrique Gimenes - 30/01/2018 19h06 | atualizado em 31/01/2018 12h16

Especialistas criticam app do Facebook para crianças Foto: Pexel

Grupos de especialistas e entidades internacionais preocupadas com a saúde infantil criticaram o Facebook por lançar um aplicativo de comunicação destinado a crianças. Chamado de Messenger Kids, o app tem como alvo menores de 13 anos e permite apenas contatos aprovados pelos pais.

Em uma carta aberta, divulgada nesta quarta-feira (30), o grupo, chamado de Campaign for a Commercial-Free Childhood (Campanha por uma Infância sem Uso Comercial, em tradução livre) diz que “devido ao enorme alcance do Facebook, o Messenger Kids provavelmente será a primeira plataforma extensamente usada por crianças em idade do ensino fundamental”.

A organização se mostra preocupada com o aplicativo ao afirmar que “pesquisadores demonstraram que o uso excessivo de aparelhos digitas e mídias sociais é prejudicial para crianças e adolescentes, sendo possível que este app afete o desenvolvimento sadio da criança”.

Para a entidade, crianças pequenas ainda não possuem capacidade de possuir contas em redes sociais, já que “ainda não são maduros o bastante para navegar nas complexidades das relações online”. Os especialistas consideram ainda que estas crianças “também não possuem um entendimento do conceito de privacidade, inclusive o que é apropriado compartilhar com os outros e quem poderá ter acesso às suas conversas, fotos e vídeos”.

O Messenger Kids foi lançado pela empresa em dezembro e visa ser uma solução segura para crianças conversaram com os amigos. Além dos contatos precisarem ser aprovados previamente pelos pais, o app também não permite a exclusão de conversas. Para agradar o público-alvo, o aplicativo conta ainda com efeitos para fotos e vídeos.

Em um comunicado publicado em dezembro, o Facebook afirmou que “após conversar com milhares de pais, associações parentais e especialistas em paternidade nos EUA, descobrimos que havia a necessidade de um aplicativo de mensagens que permitisse às crianças se conectar com as pessoas que amam, mas também tivesse o nível de controle desejado pelos pais”.

A empresa também contestou a carta e informou que, desde que o app foi lançado, “temos escutado, de pais ao redor dos EUA, que o Messenger Kids os ajuda a manter contato com seus filhos e que seus filhos mantenham contato com familiares, perto ou longe. Soubemos que pais que trabalham à noite agora podem contar histórias de ninar para seus filhos. Que mães em viagens profissionais estão tendo atualizações diárias de seus filhos enquanto estão longe”.

No entanto, o grupo considera que “em uma época em que se questiona os efeitos que o uso de mídias sociais acarreta no bem-estar de adolescentes, é irresponsável encorajar que crianças muito novas comecem a utilizar um produto do Facebook”.

O manifesto é assinado por diversos pediatras e outros especialistas em comportamento infantil. A entidade finaliza a carta afirmando que o melhor é “deixar que as crianças mais jovens possam se desenvolver sem as pressões geradas pelo uso de redes sociais”.

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