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Aplicativo promete trazer mais privacidade aos dados do usuário do que o WhatsApp

Paulo Moura - 12/01/2021 14h17 | atualizado em 12/01/2021 14h32

Signal surge como opção ao WhatsApp Foto: Divulgação

Diante da polêmica criada pela decisão do WhatsApp de obrigar os usuários do app a compartilharem dados com o Facebook, concorrentes da plataforma começam a enxergar, na insatisfação de muitas pessoas, um espaço de inserção no concorrido mercado de apps; um desses novos é o Signal.

Recomendado pelo homem mais rico do mundo, Elon Musk, e conquistando forte popularidade nos últimos dias, a nova opção para troca de mensagens pela internet traz diferenciais e mecanismos que não estão presentes em outros apps do tipo. Por conta disso, o Pleno.News traz algumas informações para que você conheça a nova plataforma. Confira.

NEM SINAL DE PUBLICIDADE
Criado por um grupo de desenvolvedores de software em 2014, chamado Open Whisper Systems, o Signal é um projeto de código aberto financiado por meio de prêmios e doações. Por conta disso, o Signal afirma que pode priorizar usuários, sem focar em monetização.

Sem publicidade para segmentar e compartilhar informações, o Signal armazena, intencionalmente o menor número possível de dados dos usuários. O fato de o Signal ser um sistema de código aberto permite que o aplicativo esteja disponível para especialistas inspecionarem falhas ou brechas na segurança do sistema.

MENSAGENS E DADOS COMPLETAMENTE PRIVADOS
De acordo com Moxie Marlinspike, criador do Signal, a comunicação do sistema é privada e criptografada de ponta a ponta e nem a Open Whisper Systems, responsável pelo código, tem as chaves para decifrá-las. Ao contrário do WhatsApp, o Signal não armazena metadados (informações) de mensagens.

Segundo Marlinspike, a informação mais próxima dos metadados que o servidor do Signal armazena é a última vez que cada usuário se conectou. A precisão dessa informação é pobre, reduzida ao dia, em vez de fornecer a hora exata em que ocorreu esse acesso.

Já sobre a lista de contatos, o app não envia sua lista pura para o servidor. Em vez disso, o Signal usa uma função hash, transformação do dado puro em um conjunto alfanumérico, para alterar a combinação dos números de telefone antes de enviá-los. O servidor responde com os contatos que você tem que já estão no Signal e, em seguida, descarta essa informação.

SEM BACKUP NA NUVEM
A plataforma não utiliza um backup na nuvem e não oferece armazenamento online, fato que é visto por muitos usuários como um problema no WhatsApp, que usa a nuvem de terceiros (como iCloud, da Apple, e Google Drive).

Com essa decisão, não há risco de que, acidentalmente ou não, suas mensagens privadas sejam fornecidas a qualquer empresa de terceiros ou governos. Porém, também um ponto negativo nesse fato, já que, em caso de perda do telefone, todas as mensagens também são perdidas.

SEM FIGURINHAS E COM MENOR FREQUÊNCIA DE ATUALIZAÇÕES
Diferente dos concorrentes, o Signal não se apresenta como um “templo de novidades”, a exemplo dos rivais WhatsApp e Telegram. O aplicativo, por exemplo, não conta com as milhões de figurinhas e outros recursos gráficos oferecidos pelos concorrentes.

O Signal também recebe atualizações em uma frequência menor que outros apps do gênero por conta de uma equipe bem menor que a dos oponentes. A Open Whisper Systems tem apenas dez funcionários no total, de acordo com a página do grupo no LinkedIn.

Atualmente, o Signal é compatível com as plataformas Android, iOS, Windows, macOS e Linux. Tablets ainda não estão entre os dispositivos suportados, mas as telas maiores estão nos planos futuros da companhia.

PLENO.NEWS JÁ ESTÁ NO SIGNAL
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