Veja como conseguir cirurgia bariátrica gratuita no Rio

Procedimento é oferecido pelo SUS há nove anos

Pleno.News - 31/05/2019 18h48

Cirurgia bariátrica pode ser a única opção de quem sofre com a obesidade Foto: Pixabay

A cirurgia bariátrica, também conhecida como cirurgia de redução do estômago, é considerada por muitos a única solução para que pessoas obesas recuperem a qualidade de vida e a autoestima. No Rio de Janeiro, este procedimento é oferecido há nove anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em convênio com a Secretaria de Estado de Saúde, sob a coordenação do médico Cid Pitombo.

Até hoje, 2,7 mil pacientes foram beneficiados com o projeto, que é feito exclusivamente no Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), que fica no bairro de Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Além disso, a cirurgia é feita por videolaparoscopia, o que a torna menos agressiva ao paciente, diminuindo os riscos de complicações.

COMO FUNCIONA O PROCESSO PARA REALIZAR A CIRURGIA
O primeiro passo para se candidatar ao procedimento é procurar uma Clínica da Família ou Posto de Saúde mais próximo de sua residência. Neste momento, um médico vai avaliar a necessidade do procedimento.

Caso a cirurgia seja indicada, o médico enviará um pedido online para a Central Estadual de Regulação. Após isso, o paciente será encaminhado para uma nova consulta agendada.

Antes do procedimento final, o paciente é submetido a exames minuciosos. Além disso, ele fica sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos.

– Aqui no Hospital Estadual Carlos Chagas, temos tomógrafo para obesos, serviço de endoscopia, ultrassonografia, exame de sangue e ecocardiograma. Fazemos todos os exames pré-operatórios aqui, além de todos os controles pós-operatórios também. A unidade tem um centro cirúrgico completamente preparado para isso e o mais interesse: todos os pacientes são operados pela técnica de videolaparoscopia, que é uma cirurgia minimamente evasiva, ou seja, que não agride tanto e o paciente pode logo voltar para suas atividades de trabalho ou atividades sociais – explicou Pitombo.

DEPOIMENTOS DE QUEM JÁ PASSOU PELA BARIÁTRICA

Pesando 128 quilos antes da cirurgia, Isabel Cristina Adão, de 58 anos, conta que a genética familiar foi um dos causadores da obesidade mórbida. Hoje, após oito meses do procedimento e pesando 74 quilos, Isabel garante que recuperou a qualidade de vida.

– Tudo melhorou: a disposição, a alegria de poder deitar, dormir, sentar, cruzar as pernas, além conseguir andar melhor, pegar uma condução, dirigir um carro. Ou seja, faço tudo agora. Eu sou professora, ainda trabalho e dou aulas. Meus alunos não me reconheceram. Estou vivendo a vida com muita satisfação. Tenho algumas orientações médicas, como praticar academia e caminhada. A minha comida eu mesma controlo com o apoio da nutricionista daqui e não como com aquela ansiedade toda que tinha antes. Sou uma mulher mais determinada para nunca mais saber de uma vida de gorda – disse Isabel.

Já Paulo Cesar Fonseca, de 53 anos, estava num grupo de risco e não tinha controle sobre a pressão arterial e nem sobre a glicose. Paulo Cesar perdeu 60 quilos após a cirurgia bariátrica.

– A vida está excelente e sou outra pessoa agora. Minha pressão normalizou, a glicose também e, por isso, não preciso mais tomar remédio. Já comecei a caminhar e me aventura a dar uma corridinha de leve. Minha meta é conseguir participar de uma corrida de rua. O obeso carrega um estigma e fica limitado em muitas coisas. Quantas vezes fui ao parque com meus filhos e só fiquei olhando? E o medo de ir ao brinquedo e ficar entalado? Agora, estes problemas acabaram – comemorou Paulo, de 53 anos.

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