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Substância que matou cães pode estar em alimentos de humanos

Anvisa proibiu a comercialização, distribuição e manipulação do ingrediente

Thamirys Andrade - 14/09/2022 13h59 | atualizado em 14/09/2022 14h36

Anvisa Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta segunda-feira (12), que a substância presente em petiscos para cachorros que matou ao menos 40 pets pode estar presente também em fábricas de alimentos destinados a humanos. De acordo com a entidade, o ingrediente responsável se trata do propilenoglicol, da marca Tecnoclean Industrial Ltda. Ele estava contaminado por etilenoglicol, substância extremamente tóxica quando ingerida.

Como medida, a entidade proibiu que dois lotes propilenoglicol da Tecnoclean seja comercializado, distribuído e manipulado. Também suspendeu os lotes AD5035C22 e AD4055C21 do etilenoglicol.

– Considerando que o propilenoglicol é um aditivo alimentar permitido para alimentos de consumo humano, a Anvisa decidiu publicar uma medida preventiva, proibindo a utilização e determinando o recolhimento dos dois lotes do produto contaminado com etilenoglicol, para evitar que os produtos sejam utilizados na fabricação de alimentos – comunicou o órgão.

Segundo a Anvisa, o etilenoglicol encontrado nos petiscos é “um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática, podendo inclusive levar à morte, quando ingerido”.

A Tecnoclean informou que comprou propilenoglicol de uma importadora denominada A&D Química Comércio Eireli e o revendeu. A Bassar Pet Food, fabricante de petiscos para cães, foi uma das fornecedoras que comprou o ingrediente.

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