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Sem precisar de transplante de rim, homem é operado e morre

Francisco das Chagas de Oliveira Moura foi operado no lugar de outro Francisco que precisava do órgão

Paulo Moura - 24/05/2021 11h22 | atualizado em 24/05/2021 11h35

Pessoa foi transplantada por engano e acabou morrendo no RJ (Imagem Ilustrativa) Foto: Pixabay

Um erro gravíssimo no sistema de saúde do Rio de Janeiro levou à morte de Francisco das Chagas de Oliveira Moura, de 52 anos, que passou erroneamente por uma cirurgia de transplante de rim da qual não precisava. A falha aconteceu por que o homem passou pelo procedimento no lugar de uma outra pessoa com um nome similar: Francisco das Chagas de Oliveira, de 58 anos.

Apesar de o nome ser, em parte, praticamente o mesmo, os dois homens têm tipos sanguíneos, idades e dados pessoais diferentes. Mesmo assim, o Francisco que não precisava de transplante foi levado para a mesa de cirurgia e morreu após a operação. Os dois eram pacientes de hemodiálise e faziam sessões no Hospital São Francisco da Providência de Deus, no Rio, mas nunca se conheceram.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro descobriu o erro e mandou toda a apuração para o Ministério Público e para a polícia, que abriu um inquérito. A investigação aponta uma série de erros que começou ainda em setembro de 2020, quando a central de transplantes do Rio notificou o hospital sobre a doação de rim.

A assistente social Vanda Regina Braga Briggs alegou que não conseguiu contato com Francisco das Chagas de Oliveira Moura, o paciente que estava na lista de transplantes. Uma das falhas graves no procedimento residiu no fato de que Moura foi para a mesa de cirurgia mesmo sem apresentar um documento essencial para o procedimento, chamado RGTC.

Francisco Moura teve uma hemorragia e morreu no dia seguinte à cirurgia, sem que o transplante fosse feito. Segundo especialistas, a operação precisa ser feita com urgência por causa da conservação do órgão a ser transplantado.

Por conta do fato, a polícia indiciou por homicídio culposo, sem a intenção de matar, as assistentes sociais Maria da Conceição Loroza e Vanda Regina Braga Briggs, e as médicas Lívia Maria Silva Assis e Deise Rosa de Boni Monteiro Carvalho. Deise não participou do caso, mas é a responsável pelo setor.

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