Microcefalia: Bactéria na água pode ter agravado surto

Estudo apontou que zika pode não ser única responsável pelo aumento de casos

Pleno.News - 04/09/2019 11h46

Bactéria pode ter contribuído para aumento de casos de microcefalia Foto: Agência Brasil/Sumaia Villela

Um grupo de pesquisadores brasileiros realizou um novo estudo sobre as causas da microcefalia, e concluiu que o vírus da zika pode não ter sido o único responsável pelo surto da condição neurológica no país. Uma bactéria presente na água pode ter contribuído para o aumento dos casos de má-formação em 2015.

No estudo, os especialistas descobriram que a cianobactéria Raphidiopsis raciborskii é encontrada geralmente em reservatórios de água e se proliferam mais no período de estiagem. A bactéria em questão libera uma toxina chamada saxitoxina (STX) que acelera a morte das células neuronais quando são expostas à infecção pelo vírus zika. Desta forma, ela gera malformações congênitas mais severas.

Para realizar os testes, os profissionais fizeram experimentos em camundongas grávidas e em minicérebros humanos. Em ambos os casos, a presença de STX associada ao zika acelerou em mais de duas vezes a destruição de células do cérebro.

O estudo também descobriu que a prevalência da bactéria, e da toxina produzida por ela, era significativamente maior nos reservatórios de água do Nordeste do que em outras regiões. O achado ajudaria a explicar por que estados nordestinos foram os mais afetados. Do total de casos de síndrome congênita de zika no País, de 2015 a 2018, 63% foram no Nordeste.

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