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Esclerose Múltipla: Como é a doença de Claudia Rodrigues?

Atriz revelou ter sido diagnosticada com a doença em 2000

Camille Dornelles - 30/08/2020 10h43 | atualizado em 02/09/2020 11h10

Claudia Rodrigues Foto: Reprodução

Este domingo (30) é o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltpla. Segundo dados da organização Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) e Hospital Albert Einstein, estima-se que hajam 40 mil portadores da doença no país.

A doença degenerativa autoimune não possui cura e seus portadores enfrentam fadiga, dor, distúrbios de concentração, problemas cognitivos, problemas sexuais e de locomoção. A atriz Claudia Rodrigues enfrenta a doença há 20 anos e atua muito na conscientização da condição.

Mas algumas pessoas ainda pouco sabem sobre a EM. Confira abaixo o que provoca a esclerose múltipla, como é seu diagnóstico e tratamentos.

O QUE É A ESCLEROSE MÚLTIPLA?
A EM, sigla para o distúrbio neurológico crônico que já afeta aproximadamente 35 mil brasileiros, tem característica autoimune. Isso significa que ela decorre de uma agressão feita pelo sistema imunológico sobre a bainha de mielina, uma membrana que envolve os neurônios, causando um processo inflamatório e consequente lesão do sistema nervoso central.

– Dessa forma, é provocada uma série de disfunções, gradativamente limitantes com o passar dos anos – explica o médico neurocirurgião e doutor pela UNIFESP, Dr. Claudio Corrêa.

COMO É O DIAGNÓSTICO?
De causa desconhecida, a esclerose múltipla inicialmente se apresenta de forma sutil, com manifestações que geralmente são momentâneas e de caráter sensitivo. As mais comuns são problemas no controle da urina e turvação visual, que podem durar apenas semanas e então parar.

Após, os sintomas evoluem para alterações motoras e cerebelares, estimulando o cansaço, fraqueza, formigamento nas pernas, desequilíbrio, tremores, descontrole de esfíncter anal e vesical, diplopia (visão dupla), espasticidade (rigidez muscular), que é a principal responsável pelo quadro de dor, e neuralgia do trigêmeo, que afeta 10% dos pacientes com EM.

– Além disso, a doença é mais comum em mulheres e é identificada em indivíduos com média de idade que vai dos 20 aos 40 anos – diz Dr. Claudio.

NÃO HÁ CURA? COMO É O TRATAMENTO?
Como não há uma origem para a EM, também não há cura. Assim, as técnicas terapêuticas existentes visam atenuar os sintomas e reduzir o número de crises. Os medicamentos corticosteroides são usados para reduzir a intensidade das manifestações, enquanto os imunossupressores e imunomoduladores atuam no espaçamento de seus episódios.

Para a espasticidade, a fisioterapia pode ser facilitada pela injeção da toxina botulínica A, que promove o relaxamento muscular necessário para a manobra de exercícios no paciente. A medicação também acaba favorecendo na redução da dor. Ainda para o controle da dor é possível realizar diversas modalidade de cirurgias, sendo exemplo no primeiro caso a rizotomia dorsal seletiva.

– Nela, os nervos que enviam as mensagens de contração para o músculo são isolados e as fibras mais anormais são cortadas, a fim de aliviar a espasticidade e, ao mesmo tempo, preservar outras funções sensitivas e motoras – conta Dr. Claudio.

CLAUDIA RODRIGUES
Diagnosticada com esclerose múltipla, em 2000, a atriz acabou tendo que pausar a carreira anos depois. Além dos destaques em A Diarista, Sai de Baixo e Escolinha do Professor Raimundo, a atriz marcou presença também em Zorra Total, onde atuou de 2009 a 2013. Naquele ano ela decidiu se afastar da profissão para cuidar da saúde. Desde então, Claudia chegou a ficar internada várias vezes por causa de crises da doença. Em sua última internação, ela ficou cinco dias internada após sofrer uma queda e fraturar uma costela e uma vértebra da coluna.

Um dos exames de imagem mostrou novas lesões no cérebro da atriz. Não é possível dizer se foi pelo avanço da esclerose ou pela queda. Em maio deste ano, a atriz de 50 anos de idade concedeu uma entrevista ao Pleno.News e falou sobre seus projetos artísticos atuais e como lida com a doença.

– Nunca desista, acredite que tudo vai passar, tenha fé, faça tudo o que pode e não pode para ter uma qualidade de vida – declarou, na época.

Claudia Rodrigues Foto: Reprodução
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