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Secretária: RJ não precisa mais de hospitais de campanha

Dos sete locais prometidos pela administração estadual, apenas dois começaram a funcionar

Paulo Moura - 16/07/2020 14h34 | atualizado em 16/07/2020 14h41

Vários hospitais de campanha do Rio de Janeiro ainda não foram entregues Foto: Divulgação/Governo do Estado do Rio de Janeiro

Com atrasos de mais de três meses para entrega em relação ao prazo inicial, gastos exorbitantes, e acusações de desvios de verbas públicas, a saga dos hospitais de campanha do Rio de Janeiro parece estar longe do fim e o novo capítulo foi marcado pela alegação de uma das responsáveis pelas ações da pandemia de que os centros médicos não são mais necessários.

– Semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou que alguns [hospitais de campanha] não seriam construídos até o final. É uma decisão deles, não é nossa. Não temos essa competência, mas acho que, através dos estudos que mostram o dinamismo atual da doença, não precisamos mais deles – disse Flávia Barbosa, secretária Extraordinária de Acompanhamento das Ações Governamentais Integradas da Covid-19, durante uma audiência com deputados da Alerj.

Quando os primeiros casos da doença foram registrados no Rio de Janeiro, em março, a promessa do governo era de que sete hospitais de campanha seriam entregues até o dia 30 de abril. Entretanto, atualmente apenas dois funcionam: o do Maracanã e o de São Gonçalo.

Para defender o governo, Flávia declarou que o projeto inicial se justificava, já vez que as projeções de internações no começo da pandemia indicavam a necessidade de abertura de uma grande quantidade de leitos. A gestão responsável pelos cálculos, porém, é a mesma que se vê envolvida atualmente em um forte escândalo de corrupção, que resultou até na prisão do ex-secretário Edmar Santos.

– Naquele momento, diante do cenário internacional, a gestão anterior fez um cálculo no que tinha de letalidade com a população fluminense. Baseado nisso, fizeram um quantitativo de leitos diários e, com base nesses números, essa prospecção de hospitais criados. Hoje, temos uma taxa de ocupação com leitos disponíveis, então, não precisamos – relatou.

Flávia Barbosa assumiu o cargo de secretária Extraordinária de Acompanhamento das Ações Governamentais Integradas da Covid-19 no dia 3 de junho, a convite do ex-secretário da Saúde, Fernando Ferry, que passou pouco mais de um mês à frente da pasta da Saúde. A única condição imposta pela médica foi ficar de fora da ordenança de despesas.

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