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Saúde não prevê vacinar toda a população contra Covid em 2021

Para a pasta, a limitação não representará riscos para os brasileiros

Pleno.News - 28/11/2020 15h09

Brasil não deve imunizar todo a população contra a Covid-19 em 2021 Foto: Pixabay

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (27) que não prevê vacinar toda a população brasileira contra a Covid-19 em 2021. A pasta cita a dificuldade mundial de produção dos imunizantes e o fato de os testes não incluírem todos os públicos, como crianças e gestantes, o que impossibilitaria uma parte da aplicação. Para a pasta, a limitação não representará riscos para os brasileiros.

– O fato de determinados grupos da população não serem imunizados não significa que não estarão seguros porque outros grupos que convivem com aqueles estarão imunizados e dessa forma não vão ter a possibilidade de se contaminar com a doença. É por esse motivo que não vacinamos toda a população, por exemplo, contra a influenza – explicou Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Ele citou ainda as limitações mundiais de produção.

– Quando a gente fala em imunização, o mundo não entende que terá que ter vacina para todos. A própria Covax Facility, iniciativa que junta uma série de laboratórios, ela almeja acesso a 2 bilhões de doses para a vacinar todo o mundo, e por aí verificamos que é uma meta bastante ambiciosa porque não se imagina que haverá vacina para vacinar todos os cidadãos do planeta Terra – destacou.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fontana, disse que “não temos uma vacina para vacinar toda a população brasileira”. E ressaltou que há públicos ainda não testados pelos estudos vigentes.

– Não podemos priorizar determinados públicos tendo em vista que essa vacina não está sendo utilizada durante os testes nessa população, a exemplo de crianças e gestantes – destacou.

O país possui um acordo com o laboratório AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford. Em 2021, o imunizante será produzido em parceria com a Fiocruz para distribuição em território brasileiro. A fundação prevê vacinar 130 milhões de brasileiros ao longo do próximo ano, sendo 65 milhões no primeiro semestre e outros 65 milhões no segundo semestre.

Além dessa vacina, outra iniciativa em estudo é a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, que produzirá o imunizante em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo. O Brasil também aderiu à Covax Facility mediante pagamento de R$ 2,5 bilhões para poder acessar vacinas produzidas por um conjunto de nove laboratórios. A primeira parcela desse pagamento, no valor de R$ 830 milhões, já foi efetuada. As previsões, contudo, estão sujeitas ao andamento dos estudos que avaliam a segurança e a eficácia dos imunizantes.

*Estadão

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