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Estado também pede que intervalo entre as duas doses da CoronaVac seja ampliado

Paulo Moura - 28/01/2021 08h57 | atualizado em 28/01/2021 09h22

São Paulo quer utilizar todo o estoque de vacinas para aplicar a primeira dose Foto: EFE/EPA/Tannen Maury

O governo de São Paulo enviou na quarta-feira (27), ao Ministério da Saúde, um ofício pedindo autorização para usar todas as doses da CoronaVac disponíveis na primeira dose, sem reservar a metade para a segunda aplicação. Com a decisão, a gestão paulista pretende fazer com que todos os profissionais de saúde sejam imunizados ao menos com a primeira dose.

Atualmente, a orientação do governo federal é para que os estados distribuam aos municípios só metade do lote de CoronaVac, para garantir a segunda aplicação. No pedido, porém, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário da Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, afirmam que há a necessidade de utilização de todos os imunizantes por conta da escassez do item.

– Considerando a necessidade de imediata ampliação do processo de vacinação e considerando a escassez ou insuficiência de imunizantes enviados pelo Ministério da Saúde, [o governo de SP] solicita a utilização de todo o quantitativo da CoronaVac sem reservar metade para a segunda dose – diz a solicitação.

Também na quarta, o Centro de Contingência do Coronavírus do governo de São Paulo recomendou que o intervalo de aplicação entre as duas doses da CoronaVac seja ampliado para mais de 28 dias. Entretanto, a decisão sobre a possibilidade de estender o intervalo entre as doses caberá ao governo federal, por meio das regras do Programa Nacional de Imunização (PNI).

– O que nós temos neste momento é uma diretriz do PNI que recomenda que a vacina CoronaVac seja aplicada em duas doses em um intervalo entre 14 e 28 dias. Todos os lotes encaminhados para os governos estaduais vêm com uma recomendação expressa do Ministério da Saúde – afirmou o secretário executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Eduardo Ribeiro.

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