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Pesquisa: 46% dos brasileiros não tomariam a vacina chinesa

Análise apontou que rejeição de imunização asiática é a maior entre as principais candidatas

Paulo Moura - 28/10/2020 10h20 | atualizado em 28/10/2020 10h21

Doria mostra versão da vacina chinesa Foto: Agência Estadão/Antônio Molina

Uma pesquisada realizada pelo Instituto Real Time Big Data apontou que 46% dos brasileiros não tomaria uma vacina CoronaVac, de origem chinesa, contra a Covid-19. O levantamento, encomendado pela CNN Brasil, indicou que a rejeição contra a imunização do país asiático é a maior entre as principais vacinas candidatas disponíveis.

Na avaliação feita com a vacina da Rússia, por exemplo, a rejeição é de 38%, oito pontos percentuais menor que a chinesa. Já com a imunização britânica desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, o percentual dos que se opõem à aplicação é de 22%, o mesmo total registrado com a vacina americana/alemã da Pfizer.

Quando a análise foi feita por idade, a maioria dos que se opuseram a tomar a vacina desenvolvida pelo laboratório Sinovac Biotech ficaram na faixa dos 45 a 59 anos, com 56% contrários ao uso do imunizante. Já na divisão entre homens e mulheres, os homens se manifestaram contrários em maior quantidade, com 47%, enquanto 45% das mulheres disseram que não tomariam a vacina.

No quesito região, o Sul liderou os percentuais de pessoas contra a vacina do país asiático, com 49% contrários ao uso do imunizante, seguido do Sudeste, com 46%, além do Norte e Nordeste, empatados com 44%.

Por fim, quando a pesquisa avaliou a renda dos entrevistados, aqueles com menor renda apresentaram maior oposição à aplicação, com 47% de rejeição ao imunizante chinês entre pessoas que ganhavam abaixo de dois salários mínimos (até R$ 2.090), mesmo percentual daqueles entre dois e cinco salários mínimos (de R$ 2.090 até R$ 5.225). Entre aqueles que recebiam acima desses valores, o percentual ficou um pouco mais baixo, em 42%.

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