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Oxford não contou a voluntários da vacina sobre erro de dosagem

Documento revelado pela agência Reuters indicou que voluntários receberam carta alegando que erro fazia parte do processo

Paulo Moura - 01/02/2021 12h13 | atualizado em 01/02/2021 13h04

Vacina de Oxford teve uso aprovado no Reino Unido Foto: Reprodução

Aproximadamente 1.500 voluntários de um dos primeiros grupos do teste clínico de estágio avançado da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 receberam a dose errada durante o estudo, mas não foram informados sobre o caso nem mesmo após a descoberta do fato. A constatação aparece em documentos obtidos pela agência Reuters.

Segundo a publicação, o equívoco de dosagem foi apresentado aos participantes do teste, em uma carta de 8 de junho, como uma oportunidade para os pesquisadores da Universidade de Oxford descobrirem o quão bem a vacina funciona em doses diferentes. A carta foi assinada pelo investigador-chefe do teste, o professor Andrew Pollard, e enviada aos participantes.

Os participantes receberam cerca de metade de uma dose devido a um erro de medição dos pesquisadores de Oxford. A carta de Pollard não reconheceu nenhum erro nem revelou que os pesquisadores haviam relatado a questão às agências médicas reguladoras britânicas, que depois instruíram Oxford a acrescentar outro grupo de teste que receberia a dose completa.

Segundo a Reuters, não há sinal de que tenha havido qualquer risco para a saúde dos participantes do teste. A agência compartilhou a carta – que obteve da universidade graças a um pedido de Liberdade de Informação – com três especialistas em ética médica. Todos eles disseram que ela indica que os pesquisadores podem não ter sido transparentes com os participantes do teste.

– Eles não são nada claros a respeito do que deveriam esclarecer: o que estava acontecendo, o que sabiam, o raciocínio para realizar pesquisas adicionais – opinou Arthur L. Caplan, chefe e fundador da Divisão de Ética Médica da Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova York.

Em novembro, Oxford relatou resultados temporários que mostraram que a taxa de eficácia para participantes que recebem meia dose por engano e uma dose inteira de reforço subsequente foi de 90% e que a taxa para aqueles que receberam duas doses inteiras foi de 62%. Os dados combinados dos dois regimes de dosagem resultaram em uma eficácia de 70,4%.

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