Leia também:
X Kim Jong-Un admite crise na Saúde, mas culpa funcionários

Oxford: Maior intervalo entre doses amplia imunidade

De acordo com estudos, período de 11 meses aumenta, até 18 vezes, resposta imunológica

Pleno.News - 30/06/2021 12h38 | atualizado em 30/06/2021 13h42

Laboratório AstraZeneca, fabricante de vacinas contra o coronavírus Foto: Marco Verch/Pixabay

O Ministério da Saúde, até agora, distribuiu a todo o país cerca de 130 milhões de doses de quatro tipos de vacina contra Covid-19. Quase metade é do imunizante desenvolvido pela universidade inglesa de Oxford em parceria com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e fabricado no Brasil pela Fiocruz.

Inicialmente, o intervalo entre as duas doses dessa vacina era de quatro semanas. Depois, aumentou para três meses. Agora, os pesquisadores de Oxford indicam que pode ser mais vantajoso tomar a segunda dose 11 meses depois da primeira. Os dados preliminares mostram que esse intervalo maior pode aumentar até 18 vezes a resposta imunológica.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, comentou sobre a possibilidade de ampliar o intervalo entre as doses e destacou a importância dos estudos, mas lembrou que é preciso tomar a segunda dose no tempo estabelecido.

Ele disse que “em países mais pobres, a imunização é feita com vários tipos de doações”. Frisou que é preciso respeitar a data da segunda dose anunciada no cartão de vacinação. Ou seja, apesar das pesquisas, ainda é preciso ‒ e muito importante ‒ tomar a segunda dose da vacina na data indicada no cartão de vacinação.

Outros estudos também são conduzidos para avaliar, por exemplo, a possibilidade de o esquema vacinal ser concluído com uma dose de imunizante, como é o caso da vacina Janssen, ou com duas doses, quando com as demais vacinas, e depois ser dada uma terceira dose, como reforço. Essa dose poderia ser da mesma vacina ou de outro imunizante.

INTERCÂMBIO DE VACINAS
Os pesquisadores também testam o que chamam de “intercâmbio de vacinas”, para aproveitar as diferentes respostas imunológicas provocadas por cada imunizante. Em Oxford, o teste é com a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer.

Renato Kfouri destacou que, entre os motivos para pesquisas desse tipo, está a vacinação em países mais pobres, que receberão doações de diferentes tipos de imunizante.

É o caso da cidade do Rio de Janeiro. Desde ontem, as gestantes que receberam a primeira dose da AstraZeneca vão receber a segunda dose da vacina da Pfizer. No dia 12 de maio, o Ministério da Saúde decidiu que as grávidas não devem ser vacinadas com a AstraZeneca, devido ao risco de reações adversas.

Vale destacar que as pesquisas conduzidas pela Universidade de Oxford estão em fase inicial. São estudos sobre segurança e resposta imunológica e ainda não têm dados sobre eficácia.

*Agência Brasil

Leia também1 Bharat Biotech nega fraude na venda de vacinas ao Brasil
2 Covid: Brasil registra menor média móvel de mortes desde março
3 Governo suspende contrato para a compra da vacina Covaxin
4 Covid: Rússia permite doses de reforço 6 meses após vacinação
5 Anvisa: Testes da Butanvac em humanos dependem de dados

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.