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OMS: Variante Delta Plus pode impactar resposta imunológica

Órgão teme que a cepa se torne mais resistente a medicamentos e vacinas

Pleno.News - 24/06/2021 17h29 | atualizado em 15/10/2021 14h04

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS Foto: EFE / EPA / LAURENT GILLIERON

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quinta-feira (24) que a variante Delta Plus do coronavírus tem uma mutação adicional à da Delta original, o que pode causar impacto na capacidade dos anticorpos de combater o vírus.

Esta nova variante foi detectada pela primeira vez no último mês de abril, e as autoridades indianas foram as primeiras a falar dela.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, explicou que o motivo de a cepa ter recebido esse nome é “porque tem outra mutação, que também vimos nas variantes Beta e Gama”, que poderia impactar a capacidade dos anticorpos de combater o vírus.

– Portanto, existe a preocupação de que esta cepa possa ser mais mortal, caso se torne mais resistente a medicamentos e vacinas – acrescentou.

Swaminathan disse que o aspecto positivo que se pôde verificar até o momento é que os casos detectados de Delta Plus são poucos.

– A plataforma em que as sequências genéticas [do coronavírus] são coletadas indica que existem algumas dezenas [de casos] dessa variante – completou.

Também na Índia apareceu, em outubro do ano passado, a variante Delta, que apresentava uma combinação de mutações que a tornava mais transmissível do que o coronavírus original.

Swaminathan explicou que, se uma pessoa com coronavírus infecta outras duas pessoas, a variante Delta pode transmitir o patógeno a quatro ou a até oito pessoas, “o que explica o contágio de famílias inteiras”.

A cientista garantiu que as oito vacinas que receberam autorização para uso emergencial da OMS são eficazes contra todas as variantes do coronavírus, em particular no que se refere à prevenção de casos graves, a hospitalizações e óbitos.

Swaminathan lembrou também que nenhuma vacina é 100% eficaz contra o vírus, o que explica porque, apesar de a situação da saúde ter melhorado em muitos países, as medidas de prevenção devem ser mantidas por mais algum tempo.

Por outro lado, a cientista comentou os estudos que estão sendo feitos combinando diferentes vacinas e revelou que, até o momento, resultados muito positivos têm sido obtidos com o uso da vacina da AstraZeneca como primeira dose e a da Pfizer/BioNTech como segunda.

Os estudos indicam que esse uso combinado não só é seguro, mas também gera uma maior resposta imunológica.

*EFE

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