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OMS diz que vacina não acabará imediatamente com pandemia

Segundo os diretores da organização, o grande desafio está na distribuição dos imunizantes

Thamirys Andrade - 04/12/2020 17h47 | atualizado em 04/12/2020 17h49

Diretor de emergências da OMS, Michael Ryan Foto: EFE/Salvatore Di Nolfi/Archivo

Cerca de 200 vacinas estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que os imunizantes não serão capazes de acabar com a pandemia de um dia para o outro. Em entrevista coletiva na tarde dessa sexta-feira (4), os diretores da entidade frisaram que outras medidas como uso de máscaras, higiene das mãos, e distanciamento social continuarão sendo essenciais para conter o vírus.

Michael Ryan, diretor de emergências da OMS, ressaltou que a pandemia não terá um padrão previsível para que a resposta seja a mesma em todos os países.

– A vacina é uma ferramenta importante, mas não vai zerar a Covid-19 – alertou.

Diretora do departamento de imunizações, vacinas e biológicos da OMS, Katherine O’Brien lembrou que é a primeira vez na história da indústria em que se precisará produzir bilhões de doses para todo o planeta. Segundo ela, vai demorar até que todas as pessoas sejam imunizadas e, por isso, as outras medidas continuarão sendo importantes.

Após a autorização do início de vacinações no Reino Unido, Michael Ryan ressaltou ainda que, ao longo da história, a existência de uma vacina não foi suficiente para exterminar uma doença. Ele citou a poliomielite, que demandou investimento de bilhões, já possui uma vacina há 30 anos, mas continua existindo. Segundo o diretor, o grande desafio está na logística de fazer os imunizantes chegarem a lugares distantes e pobres.

– Montamos o acampamento na base da montanha. Agora, precisamos subir o Everest – afirmou.

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