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Niterói compra respiradores que não servem para UTIs

Obtenção dos itens é alvo de apuração do Ministério Público do RJ

Paulo Moura - 10/06/2020 10h02 | atualizado em 10/06/2020 10h03

Respiradores comprados por Niterói não servem para UTI Foto: Reprodução

Os cerca de 80 respiradores comprados pela Prefeitura de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, para tratamento de pacientes com a Covid-19 não devem ser usados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A informação acima é da empresa brasileira que importa o produto adquirido pelo município, o ventilados Shangrila 510S. Segundo a própria empresa, o item deve ser usado em enfermarias comuns, fora do hospital e em transporte para hospitais.

– A contratante entende que o ventilador de transporte de emergência 510-s vendido pela contratada pode ser usado apenas para os seguintes objetos: adultos e crianças. Adequado apenas para os seguintes cenários: emergência, transporte de longa distância, transporte hospitalar, resgate em campo e resgate pós-desastre. Se a contratante usar o ventilador para objetos ou cenas fora da faixa acima, todos os riscos e perdas serão suportadas pela contratante – diz o contrato firmado entre a prefeitura e a empresa.

Apesar do aviso, a Fundação municipal de Saúde de Niterói disse, em suas redes sociais, que os aparelhos atendem às necessidades de pacientes críticos de Covid-19 e que já estão sendo utilizados nas urgências e hospitais municipais.

Em razão do fato, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou um inquérito na segunda–feira (8) sobre a compra dos aparelhos. O MPRJ pede que a Fundação Municipal de Saúde de Niterói esclareça como os respiradores serão utilizados.

Outro ponto questionado na compra é o custo dos itens. Segundo a Fundação Municipal de Saúde, o custo dos ventiladores está abaixo da média do mercado nacional e internacional. Entretanto, nos contratos consta que cada respirador 23 mil dólares, quase R$ 115 mil na cotação atual.

No site da marca que comercializa o item, o valor sugerido fica entre 4,5 mil e 8 mil dólares (R$ 21,95 mil e R$ 39,03). Ou seja, a prefeitura de Niterói pagou 15 mil dólares a mais por cada aparelho. Na soma dos 80 aparelhos, o total equivaleria a uma diferença de quase R$ 6 milhões na cotação atual.

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