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Estudo: Covid afeta testosterona e qualidade de espermatozoides

Não se sabe se a fertilidade também é afetada

Pierre Borges - 03/09/2021 16h36 | atualizado em 14/10/2021 12h41

Pleno.News Foto: Arte/Pleno.News

Homens que tiveram Covid podem ter mais dificuldade para reproduzir. É o que sugere um estudo do andrologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), Jorge Hallak.

O médico acompanha pacientes do sexo masculino que tiveram Covid-19 desde o início do ano passado e percebeu que os resultados dos exames de fertilidade e de hormônios deles permaneceram alterados, mesmo meses após a recuperação da doença.

O resultado do espermograma de vários pacientes de Hallak indicou uma motilidade espermática (capacidade de os espermatozoides se moverem e fertilizarem o óvulo) de 8% a 12%, quando o normal é acima de 50%. Os pacientes continuaram apresentando o mesmo resultado quase um ano após terem contraído o vírus. Embora alarmante, o teste não é suficiente para concluir sobre fertilidade ou infertilidade.

Outro aspecto afetado pelo vírus é o hormonal. De acordo com os exames, os níveis de testosterona de muitos pacientes ficou abaixo de 200 nanogramas por decilitro de sangue (ng/dL), quando o normal é entre 300 e 500 ng/dL. Segundo o estudo, muitos homens chegaram até a apresentar resultados entre 70 e 80 ng/dL.

De acordo com o que Hallak disse à Agência FAPESP, as quedas de níveis hormonais e de qualidade do sêmen não apresentam aparente relação com a gravidade da doença, sendo constatada até mesmo em pacientes com quadro leve e assintomático.

Um estudo realizado por Hallak e por outros pesquisadores do Departamento de Patologia da FM-USP, constatou que mais da metade dos 26 pacientes analisados apresentavam inflamação grave no epidídimo (estrutura responsável pelo armazenamento dos espermatozoides e onde eles adquirem a capacidade de locomoção), após contraírem a Covid-19.

Hallak recomenda que “adolescentes, adultos jovens e homens em idade ou com desejo reprodutivo” procurem um urologista ou andrologista para fazer um acompanhamento de um a dois anos após a infecção, para fazer a mensuração do volume testicular e a dosagem de testosterona e de outros hormônios.

O médico também recomenda que seja feita a análise do sêmen, com testes de função espermática, seguidos de um exame de ultrassom com Doppler colorido, para verificar se apresentam algum tipo de acometimento testicular que pode afetar a fertilidade e a produção hormonal.

Os resultados obtidos no estudo foram publicados na revista Andrology.

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