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Estudo aponta que 3ª dose da AstraZeneca gera reforço forte

Pesquisa preliminar foi publicada nesta segunda-feira, na revista médica The Lancet

Pleno.News - 28/06/2021 15h25 | atualizado em 28/06/2021 17h02

Estudo aponta que 3ª dose da AstraZeneca gera um reforço imunológico “forte” Foto: Marco Verch/Pixabay

Uma terceira dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 gera um “forte” reforço imunológico contra o coronavírus e suas novas variantes, de acordo com um estudo preliminar publicado nesta segunda-feira (28) na revista médica The Lancet.

Os resultados iniciais desta pesquisa, publicados como “pré-impressão” (ou seja, ainda não sujeitos à revisão externa por outros especialistas), também refletem que o adiamento da segunda dose, por mais semanas, pode ser benéfico no caso da AstraZeneca.

O estudo, desenvolvido pela Universidade de Oxford, aponta que, quando o intervalo entre as duas primeiras doses é de 45 semanas (cerca de dez meses), os níveis de anticorpos são até quatro vezes mais elevados do que com um período intermediário de 12 semanas.

– Esta é uma notícia tranquilizadora para os países com menor fornecimento de vacinas, que podem estar preocupados com atrasos no fornecimento de segundas doses para suas populações – disse Andrew Pollard, diretor de testes de vacinas da Oxford, em comunicado.

De acordo com a pesquisa, os níveis de anticorpos permanecem elevados em relação à linha de base por pelo menos um ano após uma única dose, representando uma resposta imunológica “robusta e duradoura”, conforme explicou Mene Pangalos, diretor da AstraZeneca.

Além disso, o estudo observa que dar uma terceira dose pelo menos seis meses depois aumentaria os anticorpos seis vezes e ofereceria maior imunidade contra as variantes Alfa (detectada pela primeira vez no Reino Unido), Beta (na África do Sul) e Delta (na Índia).

No entanto, os autores do estudo observam que “ainda não se sabe se as injeções de reforço serão necessárias”, seja em resposta à imunidade diminuída ou para fortalecer a proteção contra as variantes de risco.

Em relação aos efeitos adversos da vacina da AstraZeneca, resultados preliminares de pesquisas indicam que são “bem tolerados”, com incidência menor após a segunda e terceira doses do que após a primeira.

*EFE

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