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Estados têm queda em casos de síndrome respiratória

Sintoma é um dos principais indicativos da Covid-19

Rafael Ramos - 22/08/2020 09h57 | atualizado em 25/08/2020 12h45

Casos de síndrome respiratória aguda mostram queda no país Foto: Reprodução

Um dos indicativos para a Covid-19, a chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mostrou uma tendência à estabilidade ou queda na maioria dos estados brasileiros. De acordo com o boletim semanal InfoGripe, desenvolvido pela Fiocruz, enquanto a síndrome resultou na morte de 3.811 pessoas em 2019, a estimativa é que, até o encerramento da semana 33 (09/08 a 15/08), o número de óbitos no ano já possa ter atingido 162.526, só pelo o que foi registrado até 16 de agosto deste ano.

– Apesar da tendência de estabilização e queda, os números são muito significativos e altíssimos quando comparados à série histórica do Brasil. Monitorar esses dados e apresentar as tendências é fundamental para avaliar onde e como serão feitas as políticas de flexibilização ou mesmo se é preciso regredir ou avançar nos locais que já começaram a reabertura – explica o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes.

O boletim informa que dos quase 100 mil casos confirmados de pacientes com SRAG, 99,2% são indicativos da presença do SARS-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19. Procurado pelo Pleno.News, Marcelo Gomes explicou que os óbitos de SRAG podem ou não ser casos de Covid-19. Alguns exames podem ter os chamados falsos negativos, que são óbitos associados a Covid mas que, por uma série de motivos, o exame laboratorial não detectou.

Os motivos que podem impedir que o exame laboratorial detecte a presença do SARS-CoV-2 podem ser desde o tempo decorrido entre primeiros sintomas e a data da coleta de material para exame até o tipo e a qualidade dessa coleta e o armazenamento e o transporte adequado da amostra para o laboratório.

– Ou seja, o fato de não ter dado resultado positivo não garante que não está associado. E é aí que o fato de termos uma frequência extremamente alta casos de Covid-19 dentre os que tiveram vírus detectado que nos permite inferir que dentre os negativos pode ter muito caso de Covid-19 não detectada.

O pesquisador aponta que a região metropolitana do Rio de Janeiro é um dos locais que, após semanas em queda, voltou a estabilidade, com uma leve alta. Já algumas regiões de Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná são algumas que apresentam tendências preocupantes, com chances de moderadas a altas.

– Do total de 574.789 casos registrado no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), tivemos 151.890 óbitos já registrados. O que representa uma letalidade mínima de 26,4% entre casos graves, pois são registros de SRAG e não inclui casos leves e assintomáticos. Dentre os casos com diagnóstivo de Covid-19, até o fim da semana referente ao dia 16 de agosto, eram 283.418 casos notificados, dos quais 97.802 vieram a óbito, o que representa uma letalidade mínima de 34,5% entre casos graves. São registros de SRAG com diagnóstico de Covid-19 e não inclui casos leves e assintomáticos.

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